Durante transmissão do Estadão Live Talks nesta segunda-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicou que a taxa básica de Juros, a Selic, atualmente em 3,75% ao ano, pode sofrer novo corte.

No entanto, segundo o Campos Neto, o crédito para as empresas pode ficar mais caro, devido à receios quanto ao impacto financeiro do isolamento social.

De acordo com o presidente do órgão, o cenário econômico do país está mais claro, e o BC está monitorando os volumes e preços do crédito. Caso necessário, o órgão tomará novas medidas para melhorar a oferta, caso os bancos sigam receosos para emprestar.

A possibilidade do BC comprar crédito diretamente das empresas - hipótese prevista em proposta que tramita na Câmara - também dará um "poder de fogo incrível", segundo Campos Neto, para a ampliação do crédito.

"O BC poderá comprar papéis de empresas e, dessa forma, direcionar recursos para as empresas que mais precisam", afirmou.

O presidente do BC descartou que o país tome medidas de controle de capitais (de regulação do fluxo da entrada e saída de recursos) para segurar a alta do dólar, atualmente a R$ 5,39.

"Não passa pela cabeça do BC estabelecer política de controle de capitais", afirmou ele.

Para Campos Neto, o movimento estaria seguindo tendência de outros países emergentes nesse momento.

 

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