Apenas no primeiro semestre de 2020, a Celesc registrou um aumento de 33% na inadimplência entre os consumidores de energia elétrica em sua área de concessão. Essa alta foi puxada, especialmente, pelas classes de consumidores industriais e comerciais, com 80% e 66% de aumento, respectivamente, em comparação aos primeiros seis meses de 2019.

Em paralelo, em julho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou às distribuidoras de todo o país o retorno da suspensão do fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento, mesmo durante a pandemia. No dia 24 de março a Agência havia aprovado a suspensão do corte de energia.

Segundo o presidente da Celesc, Cleicio Poleto, a empresa se sensibiliza com a situação dos consumidores e vai notificar os usuários sobre a existência de pagamentos pendentes, mesmo que tenha sido comunicado anteriormente. "Aqui na diretoria fiz fizemos uma nova normativa interna para a possibilidade de o consumidor residencial dar uma entrada de 33% do valor em atraso e parcelar o restante em até 12 vezes", afirmou.

A solicitação do parcelamento pode ser feita por meio da agência web. Clientes residenciais, rurais e demais classes de consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV podem aderir ao parcelamento e o valor do débito será atualizado com multa, juros e correção monetária.

Para isso, a unidade consumidora deve estar ativa ou com a energia cortada, não podendo estar desligada do sistema. O valor do débito deve ser entre R$ 450 e R$ 10 mil. Demais casos o consumidor deverá procurar a Loja de Atendimento ou a Unidade da Celesc mais próxima. Para mais informações ou para optar pelo parcelamento via web acesse este link.

O presidente sanou dúvidas em entrevista à Rádio Hulha Negra nesta quinta-feira (13). Ouça:

Rádio Hulha Negra · Entrevista com Presidente da Celesc com o assunto: inadimplentes durante pandemia