A desburocratização do setor público e o incentivo ao empreendedorismo tem sido foco da gestão municipal e nesta quarta-feira (19), o prefeito em exercício Udo Wagner esteve em reunião com representantes do setor empresarial para expor a maneira como a Prefeitura tem atuado neste sentido.

"O nosso trabalho tem que ser facilitar a vida do cidadão e o trabalho do empreendedor. Com isso, teremos um avanço na economia e na geração de emprego. E, com emprego e renda, o cidadão não depende mais tanto do setor público", declarou ante ao empresariado.

Segundo Wagner, tanto o município quanto o país precisam de crescimento moderado e permanente - e para isto, são necessárias reformas legais, garantias jurídicas e medidas de desburocratização, além de reformas estruturais - como as obras das rodovias BR-280 e SC-108.

"Temos a esperança de que a reforma da previdência seja aprovada em breve, e com isso a economia pode dar um respiro. Esse é um problema de que todo mundo sabe que tem que mexer", diz.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Jaraguá do Sul, Gabriel Seifert, elogiou várias das medidas tomadas pela Prefeitura para atender as necessidades do setor, como a nota fiscal eletrônica e a prorrogação do prazo para adequação de acessibilidade. "Agora, estamos no final do prazo de três anos, mas antes teríamos apenas um para que todos os estabelecimentos estivessem preparados, o que não seria viável", comentou.

Ele frisou a importância do diálogo aberto com a Prefeitura, que tem se mostrado interessada em atender necessidades do setor, e da organização do empresariado para levar adiante suas demandas. "Formamos este ano no Cejas o Comitê de desburocratização, para atuar em paralelo à Prefeitura no levantamento das demandas. Acho importante destacar associações não são compostas apenas de diretores e presidência, mas de todos os associados, que devem ser ouvidos", diz.

Wagner nota que várias mudanças estruturantes estão em andamento. "Uma coisa que estamos buscando a aprovação e que deve mudar o cenário para abertura de empresas é a mudança no gabarito dos imóveis. Hoje o limite é de 12 andares, mas queremos aumentar para 18, até 24, dependendo do local", diz.

Diálogo ajuda a evitar problemas

Outro aspecto abordado na reunião foi a importância do diálogo do poder público com os empresários para evitar o "êxodo" de empresas. "Somos um exemplo de empresa que ficou em Jaraguá do Sul por conta desta disposição para ouvirem nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Cogitamos ir para Guaramirim por conta de impedimentos burocráticos, mas a Prefeitura foi até nós para evitar que fossemos embora", conta Valdir Mannes, presidente da Mannes Mangueiras.

Para o diretor da Oesa, João Maresand, ainda há por parte tanto do empresariado quanto da população em geral um certo temor em entrar em contato com a prefeitura. "Há uma certa relutância em tratar com o poder público, que eu acho que poderia ser reduzida caso a prefeitura fosse aos bairros para ouvir o que a população tem a dizer, naturalizar este contato", diz.

Jefferson Menegotti, da Menegotti Malhas, aponta também que às vezes falta transparência na maneira em que alvarás são concedidos ou rejeitados. "O empreendedor quando ouve um não e não sabe o porquê muitas vezes acaba desistindo, e isso é um empecilho", lamenta.

Segundo Wagner, a Prefeitura tem atuado neste sentido. "Estamos buscando medidas para que, quando um alvará de funcionamento é recusado pela vigilância sanitária ou pelo IMA, ele seja encaminhado para a Prefeitura para que possamos avaliar os motivos e como viabilizar o empreendimento", explica.

 

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