Por: Dyovana Koiwaski | Foto: Eduardo Montecino Abastecer está até 13% mais barato em Jaraguá do Sul, dependendo do combustível escolhido pelo consumidor. A pesquisa realizada pelo Procon reflete o preço praticado nos 38 postos do município nos dias 3 e 4 de maio, na comparação ao mesmo período do ano passado. Um dos números mais relevantes para a população é a queda 6,89% na gasolina comum, custando em média R$ 3,32. Entre todos os postos, o menor preço encontrado foi R$ 3,19. Para a aditivada, que está 4,87% mais em conta do que em 2016, o preço mais baixo é de R$ 3,27. O valor do álcool não apresentou variação. A maior diferença foi no valor cobrado pelo GNV, que foi de R$ 2,19 para R$ 1,89. A motorista Patrícia Raiter afirma ter notado a diferença na hora de encher o tanque e acredita que a redução pode incentivar os motoristas a voltarem a utilizar o carro com mais frequência. “Antes estava muito caro e, por isso, muitas pessoas adotavam outras alternativas para o transporte, como a carona solidária”, comenta Patrícia. Pelos números levantados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina comum mais barata no Estado é comercializada em Joinville, com preço médio de R$ 3,27. Xanxerê e Caçador registram os valores mais altos, de R$ 3,73. Conforme a ANP, na última semana de abril foi registrada a quarta queda consecutiva no valor da gasolina comum em todo o Brasil, encerrando o mês no valor médio de R$ 3,62. Desde outubro, a Petrobras pratica uma nova política de definição dos preços dos combustíveis, com reuniões mensais que definem os valores da gasolina e do diesel nas refinarias. De lá para cá, foram quatro cortes e dois aumentos nos valores cobrados. A correção em abril anunciada pela Petrobras foi de 2,2% de aumento para gasolina, 4,3% do diesel nas refinarias. Entretanto, o reajuste da companhia nas refinarias não significa necessariamente variação no preço aplicado pelos postos, pois depende do repasse de cada distribuidora. gasolina Concorrência acirrada contribui para queda, dizem proprietários A situação atípica de constante declínio nos valores cobrados pelos combustíveis em Jaraguá do Sul, que acompanha uma tendência nacional, também é influenciada pelo mercado, afirmam o proprietário da rede de postos Mime, Paulo Chiodini, e o administrador do posto Marechal, Lourival Demarchi. Chiodini analisa que os postos do município são prejudicados pelos baixos valores cobrados em cidades como Joinville e outras localizadas às margens da BR-101, que são destinos frequentes dos jaraguaenses. “Para se manter ativo, precisamos nos alinhar aos preços cobrados pela concorrência. Em Joinville, muitas unidades já fecharam por não estar apresentando lucros significativos. O reajuste de abril repassado pela refinaria, por exemplo, que aumentaria o preço, não refletiu nas bombas”, observa. Segundo Demarchi, os valores estão abaixo do preço médio estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que define a R$ 3,76 o litro da gasolina comum em Santa Catarina. Sob esse valor é cobrado taxa fixa de 25% referente ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços). “O ideal seria que o valor fosse próximo a este, já que independente do preço, o percentual de imposto é o mesmo”, garante. De acordo com Chiodini, uma alternativa implantada nos postos para driblar os prejuízos causados pela queda na arrecadação é investir nos serviços de conveniência e venda de acessórios e assistência para os veículos.