O aumento do preço do gás de cozinha em 8,5% nas refinarias, anunciado pela Petrobrás nesta segunda-feira (6) já reflete em Joinville. A companhia reajustou para R$ 25,07 o preço do botijão carregado com 13 quilos. Este valor é sem tributos e já começou a valer em todo o País nesta terça-feira (6).

As revendas de Joinville que forem buscar o produto nas distribuidoras, como a de Araucária no Paraná – principal abastecedora do Litoral Norte de Santa Catarina – já vão pagar mais caro pelo produto. O aumento já começa a chegar ao consumidor final ainda nesta semana. Até esta segunda-feira, em média, o preço do gás de cozinha na cidade variava entre R$ 75 e R$ 90.

“Quem for buscar gás na distribuidora já vai pagar mais caro hoje. No meu caso, vamos carregar em Araucária só nesta quarta-feira. Certamente o preço será maior do que o encontrado na semana passada”, comenta o empresário Juceli Borges, 45 anos, o Keko.

Ele é proprietário de uma das principais revendas de gás e água de Joinville e para não perder clientes deve reduzir a margem de lucro.

“Não temos como passar mais este aumento a população. Já estamos vendendo gás a R$ 85, por isso, vamos ter que baixar nossa margem de lucro e incorporar esta diferença. Agora quem conseguia vender o produto à R$ 77, R$ 78, vai ter que subir a R$ 85, este deve ser o preço médio na cidade. Não tem como escapar”, completa o empresário.

Por mês a revenda que ele administra chega a vender 4 mil botijões de gás de cozinha.

A reportagem da Rede OCP News Joinville conversou também com funcionários de outras duas revendas da cidade. Em ambas o preço do gás já era maior nesta terça-feira, do que no dia anterior. Em uma da zona Sul de Joinville o botijão custava R$ 75 na segunda, e R$ 80 nesta terça.

Preço congelado desde julho

O preço às distribuidoras estava congelado em R$ 23,10 desde julho. Segundo a estatal, o aumento se deve a desvalorização do real frente ao dólar e a elevações nas cotações internacionais do GLP.

O valor do botijão vendido às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor, pois as distribuidoras devem ainda incorporar o valor de impostos e outros custos, além de terem liberdade para ajustar os preços.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), os consumidores pagaram em média R$ 68,59 pelo botijão na última semana de outubro. Presumindo que o aumento se espelhe no preço final, a média nacional de preço do botijão sobe para R$ 74,42.

Desde janeiro o botijão acumula alta de R$ 0,69, ou 2,8%. Este ano, o preço passou a ter reajustes trimestrais. A referência para os preços, segundo a Petrobras, continua a ser a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%. (Pedro Leal).

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