draga belga Galileo Galilei começou, nesta sexta-feira, 4, a dragagem de manutenção da dársena, área interna de atracação do Porto de São Francisco do Sul. A atividade tem como objetivo manter as condições de profundidade necessárias para as operações portuárias, de 14 metros.
A retirada dos sedimentos do fundo do mar será realizada pela draga Galileo Galilei. O valor da obra é R$ 8 milhões, custeados com recursos próprios da autoridade portuária, e a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em 10 dias.
A área a ser dragada é de 133 mil metros quadrados, equivalente a 20 campos de futebol. O volume de sedimentos a ser removido, estimado em 200 mil metros cúbicos, será destinado a uma área em alto-mar, determinada pelos órgãos ambientais, localizada a 23 quilômetros do Porto de São Francisco do Sul.

Foto: Gustavo Rotta, Divulgação/ Porto SFS
Draga
A draga da empresa Jan de Nul do Brasil é uma das mais modernas do mundo. O equipamento tem 166 metros de comprimento e capacidade de carregamento de 18 mil metros cúbicos, o equivalente a cerca de 1.800 caminhões trucados.
Trata-se de uma draga autotransportadora de sucção e arrasto, também conhecida como draga Hopper, que conta com acomodação para 32 tripulantes.
O equipamento é o mesmo que realizou o engordamento da Praia de Itapoá, concluído no final de agosto, no âmbito da dragagem de aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, que também está sendo realizada pelo Porto de São Francisco do Sul.
Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a obra reforça o compromisso da autoridade portuária com a manutenção e a melhoria da infraestrutura, além de atender a uma importante demanda da comunidade portuária.
“A manutenção da profundidade da dársena contribui para mais segurança e eficiência na navegação, facilitando a entrada e a saída das embarcações e garantindo melhores condições para as operações portuárias”, afirma.

Foto: Gustavo Rotta, Divulgação/ Porto SFS
Como funciona a operação de dragagem
O ciclo de dragagem é composto por várias atividades, destacando-se as seguintes etapas: dragagem e carregamento de sedimentos na cisterna; navegação até a área de descarte (cisterna cheia); despejo dos sedimentos na área de despejo (bota-fora); retorno à área de dragagem (cisterna vazia); e reinício da operação de dragagem.
Na prática, tubos de sucção são posicionados no fundo do mar, onde um sistema de bombas potentes suga os sedimentos, transferindo-os para a cisterna da draga Galileo Galilei.
Após o carregamento, a draga navega até a área de despejo dos sedimentos, chamada “bota-fora”, onde ocorre o descarregamento, depositando o material no fundo do mar.