A Petrobras tem recuado fortemente desde as eleições - entre o dia 28 de outubro, último fechamento antes do segundo turno das eleições, e o meio-dia desta sexta-feira (11), os papéis da estatal petroleira caíram 19,58% - é o principal recuo acionário dentro do Ibovespa, puxado pela combinação de fatores internacionais e as incertezas quanto ao rumo da gerência da estatal e o processo de privatização da petroleira, que não deve ter continuidade sob o governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT), que assume em janeiro.

Em 28 de outubro, os papéis da estatal fecharam cotados a R$ 32,57. Ao meio-dia desta sexta-feira (11), operavam a R$ 26,19. A variação representa uma perda de quase R$ 90 bilhões em capacidade de mercado.

Nesta quinta-feira (10), o mercado reagiu com instabilidade e preocupação depois que Lula criticou as principais medidas de responsabilidade fiscal previstas no orçamento.

Lula criticou as principais regras do orçamento - a "regra de ouro", que impede que o governo se endivide para pagar despesas correntes. A meta fiscal prevê uma meta para resultado das contas públicas, e o teto de gastos, que trava o crescimento das despesas federais à inflação do ano anterior. Essas são as três regras fiscais em vigor no país - e durante os governos Temer e Bolsonaro, o PT demonstrou forte oposição a tentativas de alterá-las.

O principal índice da bolsa brasileira registrou baixa de 3,35%, aos 109.775,46 pontos, na maior queda diária desde setembro de 2021.