A Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) convidou neste fim de semana o empresário Daniel Alves, empreendedor e diretor da aceleradora digital Modo 8, para falar a empresários sobre o futuro dos negócios no pós-pandemia.

Com mais de 25 anos de experiência em marketing, estratégias transformadoras e inovação, em multinacionais e ecossistemas de startups, Daniel tem se dedicado ao desenvolvimento de soluções que vão além do digital, integrando à cultura organizacional de empresas tendências em modelos de negócios, definição de propósito e gestão de marcas.

Com formação em administração e especialização em inovação exponencial pela Singularity University, no Vale do Silício, e em modelos de liderança executiva pela Universidade de Stanford, na Califórnia na conversa mediada pelo presidente da ACIJS Luis Hufenüssler Leigue, Daniel defende que três valores serão cada vez mais cruciais para que empresas se posicionem com maior competitividade após a crise gerada pela pandemia do coronavírus: empatia, discernimento e comunicação horizontal.

Ele frisa que, mais do que nunca, as pessoas devem ser o centro da atenção das empresas, seja dentro ou fora das organizações, e que empresas com este propósito assegurarão não um “novo normal”, mas sim um “novo melhor”.

Segundo o empresário, a inovação é para todos, não é só nas empresas onde ela deve acontecer. A pandemia está afastando as pessoas de coisas que tinham como referência no dia a dia e isto leva a transformações em vários ambientes.

"Começamos a nos questionar se vamos ter saúde, se vamos continuar trabalhando, como vamos cuidar das nossas famílias. É uma mudança muito forte que faz com que as pessoas repensem sobre o que querem para a vida delas e o que desejam deixar para o mundo. Há uma preocupação real das pessoas, que começam a questionar a importância do trabalho nas suas vidas, sobre como vão sobreviver, como vão se manter no emprego e como podem proteger a família, há um questionamento maior sobre o que de fato faz as pessoas felizes", diz.

 

 

Ele frisa que as mudanças que ocorrem não são algo novo nos modos de produção e consumo. O capitalismo já vinha sofrendo um desgaste no seu modelo tradicional.

Alguns dos principais CEOs do mundo corporativo já discutiam questões como o lucro, da necessidade de se ter propósito nos negócios e como as pessoas podem ser mais felizes.

O papel das empresas e das pessoas nas organizações já vinha sendo repensado, mas com a crise isto acabou se acelerando e os modelos de negócios passam por uma transformação constante.

"É algo que muda a relação entre as pessoas, das pessoas com as marcas e empresas, que afeta o modo como se posicionam dentro das empresas e como elas funcionam, consequentemente isto afeta a economia, traz impactos nos governos e na sociedade", completa.

"Toda esta situação de dúvidas gerada pela Covid traz incertezas e nos faz sair da zona de conforto, exige a tomadas de decisões", adiciona.

Segundo uma pesquisa da consultoria internacional McKinsey mostra que 50% dos brasileiros estão preocupados em perder o emprego, apenas 23% das pessoas demonstraram otimismo diante da crise, 88% das pessoas tiveram algum impacto nas finanças do lar, e de 32 categorias de produtos apenas 3 mantiveram consumo elevado – saúde, limpeza e alimentação -, enquanto as demais registraram queda.

 

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