Com mais de 500 quilômetros de litoral, Santa Catarina tem turismo diversificado e características regionais que atendem diferentes públicos. É jovem, quer balada e se hospedar no Airbnb? Está aposentado, prefere circular a pé e tem imóvel próprio na praia? Decidiu passar as férias no país vizinho, já bastante frequentado pelos hermanos? A temporada catarinense reúne todos estes perfis, que podem ser visualizados em detalhes na Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2018, apresentada pela Fecomércio SC nesta semana. Quer receber as notícias do OCP News no WhatsApp? Clique aqui A pesquisa aponta o aumento do público estrangeiro nesta temporada: o percentual mais do que dobrou, passando de 12,4% para 29% ente 2017 e 2018. Destaque para os argentinos, com uma fatia de 23,5% nesta temporada.  Entre os brasileiros (71%), o grupo mais representativo é do Rio Grande do Sul (29,3%), acima inclusive do público catarinense. A origem dos turistas também varia bastante entre as cidades: em São Francisco do Sul, 44% vieram do Paraná; Garopaba recebeu 63% do Rio Grande do Sul; já em Laguna 62% dos turistas são do próprio estado. “Para qualificar nossos destinos turísticos precisamos conhecer o comportamento do público que vem a Santa Catarina. Os empresários e o setor público têm nas mãos uma ferramenta para melhorar o planejamento e a gestão, com uma série de indicadores estratégicos para tomada de decisão. Os dados expressam em números alguns gargalos do setor, como a questão da mobilidade – visto que uma fatia expressiva chega a SC de carro ou ônibus – e a informalidade na locação de imóveis, um dos principais tipos de hospedagem na temporada”, aponta o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. Os dados são apurados com turistas e empresários desde 2013.  Neste ano, a pesquisa foi realizada em Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul. A apuração das informações ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro, com 407 turistas (entrevistas diretas) e 552 empresários (entrevistas telefônicas). O litoral catarinense reúne diferentes perfis de turistas durante a temporada. As principais características de quem circulou no Litoral neste ano estão detalhadas na Pesquisa Turismo de Verão no Litoral Catarinense 2018, realizada pela Fecomércio SC em Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul.

Turistas da Classe C é a maioria

Nos últimos cinco anos a classe C foi o maior motor do turismo catarinense, variando de 57% a 65% do público desde o início da série histórica, mas dois movimentos chamam a atenção nesta temporada: o aumento da presença da classe A B de 14% para 19% e o recuo da D, de 14% para 9%. O turismo na temporada é majoritariamente terrestre (90%). Sete a cada dez chegam ao destino de carro- 52,6% dos brasileiros, 15,3% dos argentinos, 1,6% dos uruguaios e 1,3% dos paraguaios- e os outros 15% de ônibus em linhas regulares ou fretados. A maioria (55,9%) dos visitantes também utiliza veículos próprios para deslocamento dentro da cidade, inflando o trânsito durante a temporada. Os principais tipos de hospedagem foram os imóveis alugados (35,2%), hotéis/pousada/hostel (33,4%) e casa de parentes/amigos (20%). Um dado preocupante da pesquisa é a informalidade nas locações: 65,1% foram feitas direto com os proprietários ou zeladores, o que facilita a ação de estelionatários, deixa de gerar impostos para a cidade e traz insegurança para o turista. O Airbnb também cresceu significativamente, passando de 2,3% para 9,9%. Até 2016 a divisão de turistas por sexo era bastante equilibrada. Em 2017 e 2018 houve uma oscilação no perfil: em 2017 predominou o sexo feminino (60,6%) e em 2018 o público foi mais masculino (66,5%). Pelo menos a metade dos turistas é da faixa etária de 31 a 40 anos e de 41 a 50 anos, comportamento que já apareceu nas temporadas anteriores. Chama atenção o aumento do público jovem (26 a 30 anos), de 12,3% para 16, 9%, e a queda do público mais velho (51 a 60 anos e acima dos 60), de 16,2% para 11,7% e de 9,7% para 5,5%, respectivamente. O perfil dos destinos fica evidente na distribuição do turista por faixa etária: enquanto São Francisco do Sul tem 34% do público a partir dos 51 anos, as praias de Porto Belo/Bombinhas e Garopaba atraiu percentual significativo de visitantes até 30 anos, representando 44% em cada. “O turismo é vital para economia do Estado. Estes números mostram que Santa Catarina tem se tornado cada vez mais atraente, especialmente no exterior. Por isso, vamos continuar com os investimentos em infraestrutura e segurança”, enfatizou o governador Eduardo Pinho Moreira. O secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, disse que a pesquisa demonstra a evolução do Estado no setor do turismo. “Este avanço não aconteceu por acaso. Todos os envolvidos - governo, trade, empresário, conselho estadual e outros - focaram muito naquilo que o turista busca encontrar. E assim evoluímos, conseguimos superar outros estados e, ao longo do ano passado, crescemos 6,5% no setor, enquanto o Brasil na média, encolheu”, explicou Pavan.
Infografia | Fecomércio/SC
*Com informações da Fecomércio SC