“O FGTS será liberado todos os anos”, afirma ministro da Economia Paulo Guedes

Foto José Cruz/Agência Brasil

Por: Leonardo Koch

24/07/2019 - 07:07 - Atualizada em: 24/07/2019 - 11:18

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta terça-feira (23), que a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) totalizará em torno de R$ 42 milhões até o fim do ano que vem.

Segundo ele, a injeção de recursos na economia deverá somar R$ 30 bilhões neste ano e R$ 12 bilhões em 2020 e acrescentou que as contas ativas e inativas serão liberadas anualmente.  O anúncio das medidas para o FGTS está previsto nesta quarta-feira (24), às 16h.

“Eu tinha falado, um mês ou dois atrás, que [a liberação do FGTS e do PIS] ia ser em torno de R$ 42 bilhões. Vai ser isso mesmo. São os R$ 42 bilhões que eu tinha falado. Só que vocês vão ver que há novidades, há coisas interessantes”, disse o ministro, depois da solenidade de lançamento do novo modelo de mercado para o gás, no Palácio do Planalto.

De acordo com o Guedes, todos os anos, o trabalhador retiraria um percentual do saldo ou um valor fixo. “O governo passado soltou só [o saque para contas] inativas. Nós vamos soltar ativas e inativas. Eles soltaram uma vez só. Nós vamos soltar para sempre. Todo ano vai ter”, comentou.

O ministro não confirmou se o saque neste ano será restrito a R$ 500 por conta. Ontem (22), o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, tinha dito que as medidas em relação ao FGTS teriam impacto de curto e de médio prazo.

Ele assegurou que a equipe econômica está tendo cuidado para que a liberação não descapitalize o fundo, que financia projetos de moradia popular, saneamento e infraestrutura.

Da injeção prevista para este ano, R$ 28 bilhões decorreria da liberação dos saques do FGTS e R$ 2 bilhões das contas do PIS/Pasep. A

partir de 2020, o trabalhador poderá retirar uma parcela da conta do FGTS no mês de aniversário, com um intervalo de tolerância para sacar, segundo técnicos do Ministério da Economia.

Com informações Agência Brasil

 

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