A Páscoa cristã será comemorada no dia 27 de março e produtores artesanais de ovos, coelhos e demais itens de chocolate estão a pleno vapor para atender a demanda que se aproxima. É o caso de Luzia Xavier da Rosa, associada da Associação dos Pequenos Agricultores Artesanais de Jaraguá do Sul (Apeafa), que há mais de vinte anos mantém a produção ininterrupta desse tipo de produto e uma loja de pronta entrega no bairro Vila Nova. Ela garante que tem uma clientela fiel, que busca itens diferenciados, atendimento personalizado e preços mais acessíveis. Para oferecer um bom estoque dos 35 itens ofertados, os trabalhos se intensificaram logo depois do Natal. “Já produzimos a metade do que pretendemos este ano”, assegura Luzia, que dispõe de diversos produtos à venda, disponíveis aos que preferem antecipar as compras. Na semana que passou, uma feira realizada em São Paulo que reuniu grandes fabricantes do setor apontou a tendência dos chocolates de Páscoa chegarem às prateleiras cerca de 10% mais caros do que em 2015, e menores em tamanho. Motivo: o aumento nos custos da matéria-prima – cacau e açúcar – atrelados à cotação do dólar. Terceiro maior consumidor e produtor de chocolates no mundo (depois dos Estados Unidos e da Alemanha), o Brasil apresentou queda de 10% no ritmo da atividade nas fábricas em 2015 até setembro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). Mais de vinte anos no mercado Luzia conta que começou a trabalhar com chocolate em meados dos anos 1990, despretensiosamente, para agregar valor à renda família. Ela relata que no primeiro ano utilizou dois quilos do produt e os ovos e coelhos foram vendidos na vizinhança. “No segundo ano, utilizei 200 quilos e no terceiro ano 700 quilos de chocolate”, garante. Com a ajuda da filha Margarete e de uma funcionária, não parou mais. Ela utiliza chocolate importado belga e diz que escapou de um reajuste maior ao antecipar a compra para a Páscoa: “Me antecipei e negociei um preço menor porque comprei em dezembro, mesmo assim com reajuste de 6%, que vou ter que repassar para os produtos”. Se tivesse deixado a encomenda para janeiro, estima que o custo subiria pelo menos 10%. “Acredito que este ano deve sair mais o ovo de 190 gramas. No ano passado, vendi mais o de 290 gramas”, observa a produtora. Nas prateleiras, variedade e criatividade para ganhar o consumidor. O item mais em conta é o ovo de 15 gramas, a R$ 1,20. O item mais caro é a coelha de 65 centímetros de comprimentos, que leva quatro quilos de chocolate, à venda, sob encomenda, a R$ 300, seguido do ovo gigante, de três quilos, a R$ 225, que é sorteado. “Quem adivinha o nome da coelha, a ganha de presente na hora”, destaca. Outro atrativo para o consumidor infantil são os ovos com embalagens com os personagens Peppa Pig, Frozen, Os Vingadores e Mickey e Minnie. Uma alternativa de consumo são os chocolates sem lactose, diet e meio amargo. “Produto artesanal é mais em conta e tem mais qualidade”, defende Luzia.