O pagamento de até um salário mínimo (R$ 1.100) do abono salarial do PIS/Pasep, que deveria recomeçar a partir de julho deste ano, foi adiado para 2022.

A decisão foi tomada nesta terça-feira por unanimidade em reunião do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), após acordo entre governo, empresas e trabalhadores.

As informações são do portal UOL.

O calendário adiado é para quem trabalhou com carteira assinada em 2020. Essas pessoas terão que esperar pelo menos mais seis meses para receber, a partir de janeiro de 2022.

Para ter direito, é preciso preencher alguns requisitos, como ter recebido em média até dois salários mínimos por mês.

O adiamento libera R$ 7,6 bilhões no orçamento federal para 2021.

O governo defendeu no Codefat o adiamento do abono e colocou a medida como condição para recriar outro programa, o BEm (Benefício Emergencial).

O BEm foi o benefício pago pelo governo no ano passado para complementar a renda de trabalhadores que tiveram a jornada e o salário reduzidos.

O programa custou R$ 33,5 bilhões aos cofres da União em 2020.

Para 2021, em um orçamento que segue sem ser votado, há uma previsão de gastos de R$ 18,1 bilhões com o abono - mas R$ 10,5 bilhões já foram usados para pagar o restante do calendário anterior do abono, para quem trabalhou em 2019.