O número de micro e pequenas indústrias (MPEs) de Santa Catarina cresceu 3,2% ao ano entre 2010 e 2016, revela pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Em 2010, o número de indústrias destes portes somava 41 mil estabelecimentos, valor que subiu para mais de 49 mil em 2016.

No mesmo período, o total de médias e grandes indústrias catarinenses se manteve praticamente estável (-0,1% ao ano).

Com isso, as MPEs passaram a representar 98% do total de estabelecimentos industriais catarinense em 2016.

O presidente da entidade, Glauco José Côrte, observa que em Santa Catarina as micro e pequenas empresas, com até 99 trabalhadores, são quase 50 mil, ou 98% do universo empresarial e alocam 350 mil trabalhadores, quase 52% dos empregos, enquanto que no Brasil este indicador é de 46%, mostram os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

“Buscar novos mercados e internacionalizar vendas é fundamental para que as companhias de menor dimensão possam se desenvolver de forma sustentável”, afirma.

Para que elas se tornem mais competitivas, é fundamental elevar os índices de produtividade, lembra Côrte, salientando que a Fiesc incentiva a formação dos trabalhadores.

“Entre 2011, quando se iniciou o Movimento SC pela Educação, e 2016, o número de trabalhadores com ensino básico em Santa Catarina passou de 60% para 70%. Contudo, não basta apenas qualificar os trabalhadores. O governo precisa fazer sua parte e avançar nas políticas de apoio, especialmente, no que concerne ao acesso às fontes de financiamento, fomento à produção e à inovação”, avalia.

Principais responsáveis

O levantamento realizado pelo Observatório Fiesc informa ainda que as micro e pequenas foram as principais responsáveis pela geração de empregos industriais em 2017.

O saldo de empregos, indicador que registra a movimentação dos trabalhadores mensalmente, mostra que, no acumulado de 2017, as MPEs da indústria geraram mais de 10 mil novas vagas, contra 4 mil das médias e grandes empresas.

Nos cinco primeiros meses de 2018, as micro indústrias foram as que mais geraram vagas, com 9.136 postos de trabalho.

As micro e pequenas também têm se destacado no crescimento do valor das exportações. De 2010 a 2017, elas aumentaram as exportações em um ritmo de 3,4% ao ano, enquanto que as médias e grandes empresas cresceram a 1,4% e 0,3% ao ano, respectivamente.

Ainda que crescente, a participação do volume exportado pelas MPEs é de apenas 2,4% (US$ 205 milhões) do total catarinense.

* Com informações da Fiesc

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