Em sua sexta edição, o Relatório OCP de Expectativas de Mercado de agosto traz novas perspectivas quanto ao andamento da economia brasileira nos próximos meses.

O levantamento aponta para manutenção da taxa de juros em seu patamar mais baixo e a uma redução na expectativa de queda do Produto Interno Bruto na comparação com a edição anterior e ainda revela uma elevação no otimismo quanto a economia do Vale do Itapocu.

Divulgado mensalmente, o relatório traz a expectativa de lideranças locais sobre indicadores vitais da economia brasileira para o exercício de 2020, bem como a perspectiva de comportamento de nossa economia regional.

Foto Studio OCP

Produto Interno Bruto

A expectativa do empresariado de Jaraguá do Sul e região é que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de toda a produção econômica do país, seja de -5,71% em 2020.

Apesar de ainda ser negativo, o dado representa avanço em comparação com o mês passado: em julho, os empresários consultados esperavam queda de 7%, a mesma registrada na somatória dos anos de 2015 e 2016.

Na primeira edição do relatório, em março, se esperava um crescimento de 1,9%. A perspectiva teve mudanças nos meses seguintes: -1,1% em abril, -3,7% em maio e -5,46% em junho.

A inflação para o consumidor amplo, o IPCA, deve ficar em 1,68%, se aproximando cada vez mais de uma economia deflacionária, mas com preços estagnados para manter o consumo.

Cotação do dólar

Para a cotação do dólar, há expectativa de uma melhora em comparação com a vigente - fechando esta terça-feira a R$ 5,42.

A estimativa na sexta edição do relatório é que o dólar feche o ano em R$ 5,16, pouco maior que o registrado na edição anterior, de R$ 5,10 em julho.

Em junho, a expectativa era que a moeda fechasse o ano a R$ 5,27, contra os R$ 5,05 de maio, R$ 4,31 de março e R$ 4,78 de abril.

Taxa Selic

A taxa básica de juros, usada pelo Comitê de Política Monetária para controlar a crise, por sua vez, deve seguir baixa: a projeção de agosto é de que ela feche o ano na faixa de 1,99%, com baixa histórica.

Hoje, ela opera em 2%.

Percepção regional

Após meses com expectativa apenas de estagnação ou retração na economia regional, as perspectivas positivas finalmente deram as caras, com 10% dos consultados esperando crescimento na economia da região.

A estagnação também superou a perspectiva de retração, com 50% dos respondentes esperando estagnação e 40% esperando retração. No mês anterior, 44% dos consultados estavam esperando uma estagnação e 56% esperando retração.

 

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