Foto Reprodução
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Até o fim do mês, deve entrar em circulação mais uma cédula do Real, a nota de R$ 200, anunciada no fim do mês passado pelo Banco Central. Com isso, o real passa a contar com cédulas de sete valores diferentes: R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200.

A cédula terá como personagem o lobo-guará, espécie que ficou em terceiro lugar em uma pesquisa realizada pelo BC sobre quais animais em extinção deveriam ser representadas em novas cédulas.

Segundo o consultor financeiro Layon Dalcanali, do escritório da Warren em Jaraguá do Sul, em um primeiro momento a nova cédula não deve trazer grandes impactos na economia, mas causa surpresa.

"É uma direção totalmente contrária à que está sendo seguida no resto do mundo, em que se reduz a circulação das notas de maior valor, caminhando em direção ao fim do dinheiro em papel", nota, explicando que a tendência tem sido cada vez mais voltada para os pagamentos digitais.

Foto Dielin da Silva/OCP News

Segundo o financista, a nova nota se trata de uma manobra do Banco Central para desestimular a acumulação de notas de R$ 50 e R$ 100, muitas vezes guardadas em casa, e estimular a circulação destas cédulas.

"É uma manobra psicológica, pois ao se criar uma nota de maior valor, estimula que o cidadão guarde as de maior valor e se use as de menor, que passam a parecer que valem menos", explica.

Efeitos não serão perceptíveis

Dalcanali frisa que não há motivos para temer no momento uma onda inflacionária ligada a nova moeda.

"Na economia não deve haver efeito nenhum. O governo está lançando esta nota, pois o dinheiro não está circulando. O objetivo é criar uma nota maior para que as notas menores passem a circular mais", diz

A diretora de administração do Banco Central, Carolina de Assis Barros, disse que o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda.

Segundo o BC, entre março e julho deste ano, um dos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 foi o aumento de R$ 61 bilhões no entesouramento de moeda, ou seja, notas que deixaram de circular porque a população deixou o dinheiro em casa.

Segundo o BC, a tiragem em 2020 será de 450 milhões de unidades, equivalentes a R$ 90 bilhões.

 

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