Para combater a pirataria, considerada um dos maiores desafios da indústria têxtil, a Marisol tem apostado na tecnologia.

Desde 2019, o departamento jurídico da empresa tem empregado recursos de inteligência artificial, que ajudam a mapear anúncios de produtos falsos em grande escala em marketplaces e redes sociais.

Depois, as denúncias são encaminhadas às plataformas e os perfis são removidos em até 24 horas. As informações são da Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios.

A empresa investe cerca de R$ 200 mil por ano para rastrear e apreender produtos falsificados, uma média de R$ 15 mil a R$ 18 mil por mês.

Além disso, O departamento jurídico da empresa elaborou um guia de identificação de produtos piratas, com detalhes de padronização das marcas.

O material ajuda a capacitar as autoridades de fiscalização a identificar os itens falsos.

Entre o segundo semestre de 2019 e janeiro deste ano, foram cinco operações de apreensão de produtos falsificados da rede foram realizadas em São Paulo e em Jaraguá do Sul, com apreensão de cerca de 56 mil peças.

A maior operação aconteceu no último mês de dezembro, com 46,7 mil produtos e insumos falsos das duas marcas da Marisol apreendidos, envolvendo uma fábrica clandestina, localizada na capital paulista, com capacidade para produzir até cinco mil unidades por semana.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), entre 35% e 40% de todo o volume comercializado no setor sofra algum tipo de incorreção no processo entre a fabricação e a distribuição. A Marisol estima perder cerca de R$ 4 milhões por ano com produtos piratas.

O levantamento é feito a partir do rastreamento de anúncios falsos retirados da internet e apreensão de itens.

Venda de itens falsificados

As peças falsificadas da Marisol são vendidas em lojas físicas e com a digitalização e a pandemia, migraram em peso para o e-commerce em 2020.

Desde outubro de 2019, a empresa conseguiu excluir 6.749 posts e/ou anúncios de produtos falsos das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre, de mais de mil perfis de vedendores irregulares em redes sociais.

A produção anual nas fábricas da Marisol passa de 15 milhões de peças de roupa e 500 mil pares de calçados.

Entre janeiro e outubro do ano passado, a Receita Federal apreendeu cerca de R$ 2,67 bilhões em mercadorias ilegais, de diversos setores, 2% a mais do que em 2019.

Só em uma ação ocorrida em um shopping popular na região do Brás, em São Paulo, no final de 2020, estima-se que tenham sido apreendidos R$ 300 milhões em itens de vestuários, de marcas diferentes.