Os bloqueios de estradas ao redor do país não representam risco de desabastecimento e não há necessidade de correr para os mercados para estocar alimentos. A avaliação é do vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan.

Segundo declaração de Milan nesta quinta-feira (9), a entidade está monitorando a movimentação junto ao governo federal. Por enquanto não haveria risco de abastecimento ou necessidade de o consumidor correr para fazer estoques.

As interdições de rodovias federais e estaduais pelos caminhoneiros entraram no segundo dia consecutivo nesta quinta-feira (9).

De acordo com nota mais recente do Ministério da Infraestrutura, com base em dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal), no início da manhã ao menos 15 estados registravam interrupções do fluxo de veículos, sejam elas totais ou parciais.

Na avaliação de Milan, o movimento "não está se firmando". Ele estima que nos próximos dias o movimento já terá terminado, não alcançando as dimensões vistas em 2018. O movimento seria pontual e localizado, sem indicativos de que a movimentação se alongue por mais de dois dias.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou no começo da manhã, em pronunciamento a apoiadores em Brasília, que irá se reunir ainda nesta manhã com representantes da categoria. A informação foi confirmada depois pelo Ministério da Infraestrutura.

O mais recente movimento dos caminhoneiros ocorreu após os discursos inflamados de Bolsonaro no feriado da Independência. No dia, o presidente voltou a criticar o STF (Supremo Tribunal Federal). Entre as pautas, os apoiadores querem a dissolução da Suprema Corte, o que é inconstitucional.

Questionado sobre a possibilidade de o quadro mudar e o movimento persistir, Milan disse que as lojas estão abastecidas e programadas.

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