Enquanto mundialmente as bolsas de valores operaram em alta nesta quarta-feira, ante à posse do Democrata Joe Biden como presidente dos EUA, o Ibovespa seguiu em baixa, com queda de 0,82% nesta quarta-feira (20), encerrando o pregão em 119.646,40 pontos.

Segundo o site Infomoney, a queda da bolsa brasileira se deve primariamente às preocupações sobre o insumo para a fabricação de vacinas e o risco fiscal ofuscando o otimismo externo, questões essas que seguirão no radar.

As ações da WEG encerraram o pregão desta quarta-feira em R$ 88,70, apontando para uma nova faixa "normal" dos papéis da empresa, operando entre R$ 85 e R$ 90 desde a segunda semana do ano.

O cenário é complementado com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve os juros em 2% ao ano - decisão esperada pelo mercado - com retirada da sinalização de que não retiraria o grau de estímulo monetário desde que determinadas condições fossem satisfeitas.

O Copom avaliou que o estímulo monetário “extraordinariamente elevado” segue adequado, mas adicionou “neste momento” no texto, sinalizando que pode iniciar um ajuste adiante.

Na quarta-feira, praticamente todas as bolsas europeias e setores econômicos entraram em território positivo. Os setores automotivo e bancário tiveram os maiores ganhos, de cerca de 1%.

Nesta quinta, as bolsas europeias devem acompanhar a decisão mais recente do Banco Central Europeu sobre a política monetária.

As bolsas asiáticas também fecharam em território positivo, seguindo o desempenho americano na véspera e a posse de Biden.

O Banco do Japão, em uma decisão amplamente antecipada, manteve a taxa de juros em -0,1%, e os juros de títulos do governo com vencimento em 10 anos em 0%.