Mesmo em número maior entre as pessoas com ensino superior completo, as mulheres ainda enfrentam desigualdade no mercado de trabalho em relação aos homens, como revela o estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, divulgado na quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Tomando por base a população de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo em 2016, as mulheres somam 23,5%, e os homens, 20,7%. Apesar disso, entre 2012 e 2016 as mulheres ganharam, em média, 75% do que os homens ganham: as mulheres tiveram rendimento habitual médio mensal de todos os trabalhos no valor de R$ 1.764, enquanto os homens, R$ 2.306.
A disparidade se deve à maior presença de homens em cargos de alto escalão e um porcentual maior de mulheres em trabalhos por tempo parcial - 28,2% das mulheres estão nesta modalidade, contra 14,1% dos homens. Essa diferença se deve à divisão desigual de tarefas domésticas: enquanto homens dedicam em média 10,5 horas por semana aos afazeres domésticos, mulheres dedicam quase 80% de tempo a mais, com 18,1 horas por semana.
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