“José Ferreira de Macedo foi industrial, acadêmico e poeta; um exemplo da fibra do industrial catarinense”, disse o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, ao lamentar a morte, aos 76 anos, do fundador da Frangos Macedo, ocorrida nesta segunda-feira (30), em Florianópolis.

Em 2006, Macedo foi condecorado com a Ordem do Mérito da CNI, a principal homenagem da indústria brasileira, um reconhecimento a pessoas que tenham contribuído para o desenvolvimento do setor no país.

Além de ter criado a Frangos Macedo em São José, em 1973, o empresário se dedicou à academia, tendo concluído os cursos de mestrado e doutorado, dos quais saíram dois dos quatro livros que lançou. Seu terceiro livro foi de poesias, que foram musicadas pelo grupo Poetas da Liberdade, composto por ele próprio Macedo, seu irmão Geraldo e mais três amigos.

O último livro foi lançado em 2020, no ano de bodas de ouro de seu casamento com Ester, intitulado “Uma história de vida”. Ele conviveu com a doença de Parkinson durante 26 anos.

A Frangos Macedo atuou no mercado nacional e internacional e em 2008 foi vendida a um grupo de capital americano.

Entre as homenagens prestadas pelos familiares, Ester escreveu um texto, no qual publica trecho de uma das poesias do marido.

“Volta para todo mundo porque dele fazes parte. Pois tua existência foi luta, glória e foi arte. Eis a plenitude que agora vais realizar”. No mesmo texto, a empresária, que já integrou a diretoria da FIESC, afirma que “Macedo foi um grande guerreiro, pois lutou com muita garra, viveu com prazer e morreu realizado, pois plantou muitas árvores, teve filhos e escreveu livros! E, além disso tudo, construiu uma empresa deixando sua marca. Foi um visionário, empresário e poeta”.

Além da esposa, José Ferreira de Macedo deixa quatro filhos e dez netos.

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