O mercado imobiliário de Jaraguá do Sul registrou este ano uma leve queda na comparação com o ano passado, com base nos processos do Imposto sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI).

Isso, no entanto, não significa um resfriamento do setor, segundo avalia o presidente da Associação das Imobiliárias de Jaraguá do Sul (Ajis), Charles Medeiros, que prevê para 2019 uma retomada do movimento imobiliário, sustentado pelo reaquecimento da economia.

Segundo dados da Prefeitura, até novembro deste ano, processos de transferência de imóveis geraram 3.817 processos de aplicação do ITBI, em um total de R$ 9,779 milhões em impostos.

O número é inferior ao registrado em 2017, de 3.861 processos e R$ 11,1 milhões em taxa. O imposto não incide sobre transferências decorrentes de planos de habitação para população de baixa renda, mas serve como o termômetro confiável para o comportamento do setor.

Segundo o secretário da Fazenda, Márcio Erdmann, o dado não significa que o mercado tenha esfriado.

"Tivemos um número muito similar de operações, mas o valor movimentado depende muito do porte destas operações, e em 2017 tivemos operações marcadas por valores maiores, envolvendo terrenos e propriedades grandes, que não se repetiram este ano", explica.

Para Charles Medeiros, o mercado imobiliário deve iniciar um novo ciclo de crescimento a partir de 2019, puxado pela perspectiva de oferta de crédito com taxas menores para aquisição de imóveis novos e usados, sustentado pela tendência da inflação estabilizada entre 3% e 4%.

Medeiros destaca que o consumidor atual é bem informado e sabe o que procura.

"Ele pesquisa antes da compra, compara preços  e analisa o valor do financiamento. Hoje o consumidor esta mais 'antenado'. A procura sempre é maior por casas, mas a oferta maior e a saída é de entrada em apartamentos", explica.

Momento político

Para o presidente da Acijs, Charles Medeiros as próximas gestões do poder público devem facilitar o crescimento do setor.

“Acredito que teremos novos governos, estadual e federal, com foco no crescimento, no emprego, somando a inflação estável e taxas de juros baixa, temos os ingredientes necessários para crescimento econômico sustentável, por consequência a confiança dos consumidores, investidores e empresários para retomada dos investimentos", avalia.

De acordo com ele, isso  contribuirá para que 2019 retome o crescimento do mercado imobiliário, graças ao credito com baixas taxas de juros e a melhora na qualidade das vagas de emprego.

"Em 2019, teremos um novo ciclo de crescimento, já estamos percebendo nesta reta final de 2018. Com a demanda aquecida e a redução dos estoques das construtoras, a valorização imobiliária será natural, tornando o momento atual a oportunidade de encontrar seu imóvel com preço atraente", avalia.

Ele destaca que os preços devem sofrer reajustes em 2019. "Os preços atuais estão defasados, temos casos de construtoras que não reajustaram seus preços desde 2015", explica.

Citando o economista Ricardo Amorim, Medeiros nota que a redução nos estoques devem passar para o crescimento nos lançamentos, seguido por altas nos preços.

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, o financiamento de imóveis em 2017 foi 6,3% maior do que o registrado em 2016. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) registrou ano passado aumento de 9,5% nas vendas de imóveis,

Processos de transferência de imóveis

  • 2017: 3.861 processos;
  • 2018: 3.817 processos até novembro.

Imposto gerado

  • 2017: R$ 11,1 milhões de imposto;
  • 2018: R$ 9,779 milhões.

 

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