O mês de agosto foi positivo para uma boa parcela dos lojistas de Jaraguá do Sul, segundo a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) do município, que realizou uma pesquisa junto aos seus associados sobre o resultado de vendas do mês no comparativo com 2019.

Conforme os associados que responderam à pesquisa, 43,3% dos participantes mencionaram que não houve registro de queda ou aumento nas vendas.

Já 26,7% indicaram crescimento de até 20%, enquanto 1,6% tiveram aumento acima de 21% nas vendas. Por outro lado, 21,7% informaram queda de até 20% e 6,7% redução acima de 21%.

"Percebemos que os lojistas estão se dedicando muito para criar formas diferentes de potencializar as vendas, inclusive, a CDL, para ajudar, está lançando uma campanha promocional que segue a dinâmica de raspadinha", conta a presidente da CDL de Jaraguá do Sul, Talita Beber.

A iniciativa deve injetar no comércio local R$ 100 mil através de mil vales-compra de até R$ 500 cada. Essa campanha iniciará para o consumidor no dia 15 de outubro e segue até 31 de dezembro de 2020.

"Outra data que está por vir com potencial de vendas é o Dia das Crianças, além disso, teremos a Black Friday, em novembro, que vem impulsionando as vendas no comércio a cada ano", avalia Beber.

Segundo a presidente da entidade, estes últimos meses do ano serão importantes para os lojistas. "Estamos procurando dar todo o suporte e também potencializando a divulgação dessas datas em prol de nossa classe", garante

Desempenho nacional do comércio

O bom desempenho de agosto não foi apenas local: a atividade do comércio nacional registrou a segunda maior alta do ano em agosto e a quarta consecutiva, de acordo com o indicador da Serasa Experian.

No período, a expansão foi de 5,3% ante julho, quando o crescimento foi de 4,3%, já considerando os ajustes sazonais. O resultado positivo ficou atrás apenas de junho que apresentou expansão de 14,9%.

Para o economista da Serasa Experian Luiz Rabi, o resultado é bem importante, pois ele sinaliza a retomada do comércio.

“Depois de bater o fundo do poço em abril, a economia agora vem reagindo e o varejo acompanha o movimento. Além disso, a redução da taxa de juros, as linhas de créditos disponíveis no mercado, a renegociação de dívida, o auxílio emergencial e a melhora na confiança do consumidor são elementos importantes que estão contribuindo para a retomada dos negócios. Lógico, a abertura do comércio a partir de maio também foi importante para esse cenário”, explica Rabi.

Quando comparado por segmento, o que mais cresceu de um mês para o outro foi o de móveis, eletroeletrônicos e informática, subindo de 4,5% em julho, para 7,0% em agosto.

Em seguida aparece material de construção, de 0,7% para 2,7%, e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas, de 4,7% para 5,6%.

 

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