A receita da multinacional jaraguaense WEG somou R$ 2,44 bilhões de julho a setembro, um avanço de 8,8% na comparação anual e de 6,8% em relação ao trimestre anterior. O resultado indica a continuidade da recuperação da indústria nacional após período de recessão. A fabricante de máquinas e equipamentos registrou alta de 21,4% no lucro líquido do terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, um total de R$ 312 milhões. A margem líquida foi de 12,8%, 1,3 ponto percentual maior do que no ano passado. LEIA MAIS: WEG equipa o primeiro caminhão leve 100% elétrico desenvolvido no Brasil - Sem a aquisição da CG Power USA, atual WEG Transformers USA, o resultado teria sido menor, afirma a empresa no balanço. Eliminados os efeitos da consolidação em solo norte americano, o crescimento seria de 6% sobre o terceiro trimestre de 2016 e de 4,1% em relação ao anterior. A empresa cita que as atividades econômicas nos países desenvolvidos continuaram em expansão, com sinais de recuperação consistentes. Nos Estados Unidos, a produção industrial avançou e na Alemanha houve aumento na demanda e geração de empregos – no entanto, foi registrado aumento nos custos da matéria-prima no primeiro país devido aos furacões e no país europeu pela combinação de forte demanda e escassez de insumos. “Na China, as condições são estáveis, com modesto aumento na produção e na entrada de novos pedidos, além do aumento dos custos de insumos e produção, que geraram maior inflação”, pontuou o balanço. Com base nas movimentações comerciais da empresa, a recuperação no país foi considerada lenta, ainda concentrada em produtos de ciclo curto, com destaque para indústrias ligadas ao consumo e ao agronegócio. No caso de produtos de ciclo longo, a demanda continua abaixo das expectativas e limitada a reposição de equipamentos. “No Brasil, a evolução lenta e gradual da produção industrial continua influenciada pela melhora nas condições operacionais, refletida na entrada de novos pedidos e no retorno à criação de empregos. Por outro lado, os fabricantes continuam mantendo seus estoques em níveis baixos devido às incertezas sobre o aumento sustentado da demanda, de acordo com dados da IHS Markit”, aponta o balando da empresa. *Reportagem de Natália Trentini  - VEJA TAMBÉM: WEG figura entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil