Em abril de 2019, o presidente Jair Bolsonaro extinguiu o horário de verão, encerrando a "hora extra" de sol. Agora, associações empresariais enviaram um ofício exigindo a retomada do horário de verão.

O movimento é encabeçado por Fábio Aguayo, diretor da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), que inclui entidades como a catarinense FHORESC - Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Santa Catarina - e ganhou na última semana um aliado de peso: Luciano Hang, o dono da rede varejista Havan.

Hang, um dos empresários mais próximos ao presidente Jair Bolsonaro, publicou nas redes sociais que o maior tempo de sol traz bons resultados para a economia do país.

Em conversas privadas, ele já havia questionado anteriormente a decisão do governo - mas agora, expressa este descontentamento de forma pública.

A justificativa de Bolsonaro para acabar com o horário de verão, por decreto, foi que a mudança mexia com o relógio biológico dos trabalhadores, afetava a produtividade e não trazia ganho significativo em economia de energia elétrica.

Segundo empresários do setor de turismo, hospedagem, bares e restaurantes, o horário de verão aumentava em até 30% a movimentação e pode representar um incremento importante, especialmente diante dos prejuízos causados pela pandemia.

A mudança nos relógios durante a época mais quente do ano funcionou ininterruptamente no Brasil entre 1985 e 2019.