Basta circular pelas principais ruas do Centro de Jaraguá do Sul para constatar que as vitrines estão repletas de promoções, com descontos que variam de 20% a 70%, dependendo do segmento. Tradicionalmente, essa é a forma encontrada pelo comércio para liquidar os estoques e dar espaço para as novas coleções, mas é fácil entender porque desde os primeiros dias de janeiro os comerciantes se apressaram em conceder descontos expressivos: compensar a baixa nas vendas do Natal de 2015, comparativamente ao mesmo período do ano anterior. De acordo com o indicador Serasa Experian, as vendas do varejo brasileiro caíram 6,4% na semana anterior à data, em comparação com o mesmo período de 2014. Os dados referentes ao desempenho do comércio de Jaraguá do Sul em 2015 ainda não foram computados pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e devem ser divulgados em fevereiro. O presidente da entidade, Marcelo Nasato, entende que uma das armas dos comerciantes do varejo é ser sincero em relação ao produto, pois o negócio precisa ser vantajoso para quem vende e para o consumidor. Um dos exemplos é uma rede de móveis e eletrodomésticos que liquidou para renovar o mostruário, vender produtos e fortalecer a marca nas 21 lojas de Santa Catarina. Segundo a assessoria de imprensa, os itens produzidos pelas três indústrias próprias e importados representaram 20% do montante comercializado. Do total, 40% foram de móveis, 25% linha branca, 12% pelos utensílios domésticos e 12% por computadores, smartphones, ou tablets, com cerca de 35 mil clientes atendidos. “Foi excelente. Os móveis tiveram descontos de até 70%”, diz a gerente da unidade da rede no Calçadão de Jaraguá do Sul, Fabiane Patias. Edison Luís Duarte, gerente de uma loja especializada em moda masculina, desde o dia 14 de janeiro promove descontos que variam de 20%, para camisas sociais e trajes, até 50%, em peças de inverno e ponta de estoque. “Na primeira quinzena de fevereiro teremos a coleção nova (outono-inverno). O consumidor ainda está apreensivo. Em dezembro, tivemos faturamento de 4% a menos do que no ano anterior, praticamente empatando”, afirma. “Esperamos desovar 60% do estoque. As promoções estão equilibrando”, constata.