Os restaurantes, padarias e lanchonetes de Jaraguá do Sul estão autorizados a voltar a atender o público nos estabelecimentos nesta semana, segundo decisão da Prefeitura de Jaraguá do Sul.

O atendimento no local em bares, pubs e choperias segue vedado.

O prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, assinou decreto (13766/2020) neste domingo (19), estipulando regras para o funcionamento de restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos similares em Jaraguá do Sul.

A medida foi possível em função do último entendimento do Supremo Tribunal Federal, atestando que cada ente federado poderá dispor, mediante decreto, de regras que envolvam atividades essenciais.

Para o Lunelli, é necessário buscar alternativas para proteger a saúde das pessoas e a economia. "Isto para não gerar duas grandes crises. Uma grave crise econômica refletiria até mesmo no atendimento da saúde", afirma.

Foto Arquivo OCP News

Em março, o Comitê Municipal de resposta à pandemia havia pedido ao Estado uma flexibilização das medidas de restrição. Paralelamente, o Município tem investido em medidas de prevenção e aumento da estrutura de saúde.

O que se viu nesta segunda-feira (20), primeiro dia de efetividade da medida, foi uma certa timidez dos comerciantes em incentivar o público a consumir nos estabelecimentos.

Muitos restaurantes, por exemplo, ainda optaram pela entrega de marmitas.

O receio, na verdade, é próprio do período de adaptação. Muitos lugares terão que mudar a maneira como serviam os clientes uma vez que o decreto proíbe o sistema de buffet, amplamente utilizado.

Os restaurantes também não podem oferecer serviços de rodízios de pizzas, massas ou carnes, sendo permitida apenas a modalidade "À La Carte", onde o cliente escolhe na mesa o que vai comer.

Medidas de segurança e higiene

Em Guaramirim, a Prefeitura assinou um decreto de igual teor neste domingo.

O prefeito Luiz Antonio Chiodini comenta que a autorização da abertura destes estabelecimentos comerciais conta com o apoio das entidades de classe do município.

“Todos devemos seguir as medidas de higiene definidas para que não haja a proliferação do vírus, mas que é necessário liberar estes estabelecimentos comerciais para que possam manter os empregos e fazer a economia girar”, afirma.

Veja as medidas que estes estabelecimentos precisam adotar:

  • Restrição do atendimento ao público de 50% da capacidade
  • Fica proibido qualquer contato dos clientes com os alimentos que serão servidos a terceiros (sistemática de buffet, por exemplo)
  • Também fica proibido o modelo de rodízio.
  • Disponibilização de álcool em gel (70%) na entrada do estabelecimento, sabão e toalha de papel nos sanitários, recomendação para que todos os clientes higienizem as mãos ao adentrar no estabelecimento
  • Fornecimento de refeições prontas para consumo, preferencialmente nas mesas, exigindo a utilização de máscaras pelos clientes enquanto não estiverem se alimentando
  • Adoção de distanciamento mínimo de 1,5 metros entre mesas e/ou clientes
  • Uso de máscaras por todos os colaboradores
  • Manutenção das janelas e portas abertas, priorizando a maior ventilação possível

 

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