A Prefeitura de Jaraguá do Sul planeja realizar, ainda no primeiro semestre deste ano, um leilão para a venda de 26 terrenos em diferentes bairros da cidade. Os imóveis variam entre 80 e 500 metros quadrados e são considerados espaços sem utilidade para o poder público, por não se enquadrarem nos padrões necessários para a instalação de equipamentos como unidades de ensino, postos de saúde e outras estruturas públicas. Com o leilão, a Prefeitura estima arrecadar entre R$ 2,3 e R$ 3 milhões, recursos que serão utilizados em desapropriações para as obras do município. As informações são das secretarias de Fazenda e do Urbanismo. De acordo com o secretário de Administração e Fazenda, Ademar Possamai, a lista de terrenos foi apresentada e aprovada pelo Conselho Municipal da Cidade (Concidade) ainda no final do ano passado. A proposta precisa ser aprovada pela Câmara e inclui o cadastramento dos terrenos e a publicação do edital do leilão. “Acredito que em meados de março o processo deva estar concluído”, afirma Possamai. O preço dos terrenos será determinado com base no interesse e no lance inicial, que varia entre 30% e 50% do valor venal do espaço. “Esses espaços podem interessar aos próprios moradores locais e vizinhos, que de alguma forma podem ampliar suas propriedades”, destaca o presidente do Instituto Jourdan, Ronaldo Lima. Via Verde é prioridade Um dos projetos que deve entrar na lista de prioridades para utilização dos recursos é a Via Verde, aponta o secretário de Urbanismo e Mobilidade, Ronis Bosse. A obra – que irá abrir uma via paralela à Rua José Theodoro Ribeiro, na Ilha da Figueira –, engloba o trecho entre a Ponte do Centenário e a Ponte do Trabalhador e tem como objetivo desafogar o trânsito e aumentar a mobilidade urbana na região. Em março do ano passado, a Secretaria informou que 39 imóveis entrariam no processo de desapropriação, o que geraria um custo médio de R$ 5 milhões ao município.