Os gastos com o sistema de Justiça brasileiro chegaram a R$ 181,5 bilhões em 2024, valor equivalente a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os dados são do Tesouro Nacional, com base na metodologia internacional Cofog, utilizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Na comparação com 2023, as despesas cresceram 15,8% e passaram a representar 3,38% de todos os gastos públicos realizados pela União, estados e municípios.
O levantamento considera despesas de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tribunais estaduais, federais, eleitorais, militares e trabalhistas. Também entram na conta instituições ligadas ao sistema de Justiça, como Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia-Geral da União (AGU).
Em comparação com outros países, o Brasil aparece entre os que mais destinam recursos ao funcionamento da Justiça em relação ao tamanho da economia. Nos levantamentos internacionais mais recentes, o país ocupa a segunda posição, atrás apenas de El Salvador.
A diferença é significativa quando comparada à média dos países analisados, que destinam cerca de 0,37% do PIB para o setor. Nações como Alemanha, Espanha, Austrália e Reino Unido registram percentuais inferiores aos observados no Brasil.