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Justiça brasileira é a segunda mais cara do mundo e consome 1,55% do PIB

Foto: Pedro França/Agência Senado A escultura foi feita em 1961 pelo artista plástico mineiro Alfredo Ceschiatti, em um bloco monolítico de granito de Petrópolis, medindo 3,3 metros de altura e 1,48 metros de largura e representa o poder judiciário como uma mulher com os olhos vendados e espada; os olhos vendados representam a imparcialidade da justiça e a espada representa a força, a coragem, a ordem e a regra necessárias para impor o direito. Foto: Pedro França/Agência Senado

Por: Milena Natali

07/06/2026 - 14:06 - Atualizada em: 07/06/2026 - 14:44

Os gastos com o sistema de Justiça brasileiro chegaram a R$ 181,5 bilhões em 2024, valor equivalente a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Os dados são do Tesouro Nacional, com base na metodologia internacional Cofog, utilizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na comparação com 2023, as despesas cresceram 15,8% e passaram a representar 3,38% de todos os gastos públicos realizados pela União, estados e municípios.

O levantamento considera despesas de órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tribunais estaduais, federais, eleitorais, militares e trabalhistas. Também entram na conta instituições ligadas ao sistema de Justiça, como Ministério Público, Defensoria Pública e Advocacia-Geral da União (AGU).

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Em comparação com outros países, o Brasil aparece entre os que mais destinam recursos ao funcionamento da Justiça em relação ao tamanho da economia. Nos levantamentos internacionais mais recentes, o país ocupa a segunda posição, atrás apenas de El Salvador.

A diferença é significativa quando comparada à média dos países analisados, que destinam cerca de 0,37% do PIB para o setor. Nações como Alemanha, Espanha, Austrália e Reino Unido registram percentuais inferiores aos observados no Brasil.

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Milena Natali

Graduanda em Jornalismo pela Faculdade Bom Jesus IELUSC, redatora de entretenimento/cotidiano e colunista de história no jornal impresso.