Embora parte de seus assets tenham sido cedidos à americana Boeing em uma fusão que deu origem à Boeing Brasil, a Embraer segue investindo forte em inovação aeronáutica, com dois grandes projetos elétricos em andamento - projetos cuja relação é mantida a sete chaves.

A WEG e a Embraer anunciaram no final de maio o acordo de cooperação científica e tecnológica para desenvolvimento conjunto de novas tecnologias e soluções para viabilizar "aviões  elétricos". Nesta semana, a divisão disruptiva da Embraer, a EmbraerX, anunciou um veículo-conceito aéreo para uso urbano, em parceria com a Uber.

Foto Divulgação

O  projeto faz parte de um conjunto de esforços realizados pela indústria aeronáutica e que visam atender seus compromissos de sustentabilidade ambiental, a exemplo do que já vem sendo feito com biocombustíveis para redução de emissões de carbono.

“Ao celebrar esse acordo de desenvolvimento tecnológico com a WEG, reunimos mais de 100 anos de inovação de duas empresas de referência em geração de conhecimento, fortalecimento da cadeia produtiva e competitividade brasileira no mercado global”, disse na ocasião da assinatura do acordo Daniel Moczydlower, Vice-Presidente Executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer.

O diretor Superintendente da WEG Automação, Manfred Peter Johann, destaca a importância do projeto não só para as duas empresas, mas para o país. "Juntos a Embraer trabalharemos não apenas para tornar a propulsão elétrica de aviões viável, mas também para elevar as capacidades tecnológicas do Brasil, da Embraer e da WEG, levando o país a um novo patamar competitivo", disse.

Planos para o futuro

Ainda não há previsão de quando o projeto possa se tornar comercialmente viável. Atualmente, o motor aéreo da WEG se encontra em um processo de conceitualização e de testes laboratoriais, em ambiente controlado, antes de ser passado para a primeira plataforma de testes, um monomotor, baseado no EMB-203 Ipanema, que realizará a avaliação primária da tecnologia de eletrificação. O primeiro voo do demonstrador movido a energia elétrica está previsto para 2020.

Já o projeto da Uber deve entrar em primeiros testes em  2020, ainda em caráter experimental - assim como o propulsor elétrico da WEG, não há um cronograma para que a aeronave seja revelada ao público, embora a Uber tenha falado na possibilidade de primeiras demonstrações em 2023.

“Como um acelerador de mercado comprometido em desenvolver soluções para transformar as experiências da vida, combinamos o pensamento de design centrado no ser humano”, afirmou Antonio Campello, presidente da EmbraerX, na apresentação do "eVTOL" da empresa, em parceria com a Uber. Além da Embraer, estão envolvidas nos projetos de mobilidade aerea da Uber a Boeing e a Bell.

 

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