Quem abastece o carro semanalmente em Joinville já percebeu uma grande diferença na hora de pagar a conta. O vai e vem de preço tem sido frequente, resultado da nova política da Petrobras, que tem ajustado o valor do combustível conforme as condições do mercado. Para se ter uma ideia, desde o mês de julho, foram mais de 100 reajustes – o último autorizado, nesta quarta-feira (28), de 1,9% no preço do litro da gasolina nas refinarias, passa a valer a partir deste sábado (30). Nesta sexta-feira (29), o preço do litro de gasolina em alguns postos de Joinville variava entre R$ 3,95, no bairro América, e R$ 3,79, no Anita Garibaldi. O Jornal de Joinville consultou o site a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Procon e alguns postos da cidade e fez um comparativo interessante. Em 26 de dezembro de 2016, o preço médio do litro da gasolina comum na cidade era de R$ 3,50. Já em 13 de dezembro de 2017, data da última pesquisa oficial da ANP, o litro do produto custava, em média, R$ 3,82. O aumento médio estimado foi de R$ 0,32 por litro, o que representa 9,14%. Ainda nesta sexta-feira, o álcool era encontrado em alguns postos de Joinville variando de R$ 3,59 e R$ 3,29, o litro. Já a bomba do diesel marcava R$ 3,53 o litro. O histórico das últimas variações praticadas pela Petrobras está disponível da página da estatal. Contraponto: Em nota, o Sindipetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina) esclarece que quase 49% do preço da gasolina comum é a soma dos impostos estadual e federal. A entidade lembra, ainda, que no dia 21 de julho, o governo federal elevou o Pis/Cofins em 0,41 centavos. Por ser tratar de imposto o valor foi repassado aos consumidores, mesmo assim, o aumento da gasolina comum em Joinville durante o ano, foi menor que o valor da elevação do imposto, em julho. Saiba mais: - A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho; - Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores; - Na prática, em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente; - Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.