Um movimento do ecossistema de inovação de Jaraguá do Sul iniciado em janeiro deste ano foi concluído neste mês com a finalização processo de transferência do Núcleo de Inovação e Pesquisas Tecnológicas JaraguaTec para o Centro de Inovação, unindo os dois principais atores de inovação do município em uma única sede.

O JaraguaTec foi fundado em 2004, então como parte do Centro Universitário da Católica de Santa Catarina.

Ao longo dos seus 16 anos, providenciou um espaço para que ideias se tornassem empresas de fato, começando com nove empresas. Hoje, já são 20 empresas que atuam no mercado de forma independente graças à incubadora.

No espaço que ocupa agora no Novale Hub, o JaraguaTec conta com doze empresas que desenvolvem atividades na incubadora, entre elas, duas âncoras.

O núcleo conta também com um laboratório de eletrônica equipado com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), agora compartilhado com o NovaleHub.

Foto Divulgação

O Prof. Victor Alberto Danich, Diretor de Fomento e Inovação, explica que o processo de incubação prepara as empresas que integram o projeto num sistema compartilhado de experiências tecnológicas que acrescentam valor agregado a seus produtos e serviços.

“O JaraguaTec faz parte da Rede de Incubadoras de Empresas de Santa Catarina (Recepet), e visa a atender as expectativas de empreendedores que querem iniciar seus próprios negócios a partir do desenvolvimento de novos projetos tecnológicos”, explica.

O JaraguaTec atua na área de projetos em tecnologia da informação, como software de integração de sistemas e aplicação de tecnologias livres em todas as modalidades, além de sistemas eletrônicos dedicados para aplicações automotivas e industriais, destacando-se microcomputadores e computadores para aplicações industriais e automotivas, como também uma linha de pesquisa no segmento de tecnologia mecatrônica, desenvolvida por meio de parcerias com empresas locais.

Fomentando a inovação

Danich ressalta que os esforços do núcleo estão direcionados ao fomento de emprego e renda na comunidade e na participação efetiva na implantação de um núcleo de transferência de tecnologia e conhecimento, com a presença de empresas inovadoras, centro de pesquisas, instituições de ensino, formação e treinamento.

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A co-participação empresarial com o meio universitário, segundo Danich, alia o conhecimento à prática e beneficiam mutuamente os envolvidos.

“Consolidar uma política de desenvolvimento tecnológico através da viabilização de parcerias entre academia e empresa, governo e sociedade, constitui um dos passos necessários para a elaboração de metas de uma política científico-tecnológico, integrando a pesquisa e conhecimento a novos processos produtivos, principalmente através da incorporação de acadêmicos das diferentes áreas tecnológicas e administrativas dos cursos existentes na universidade, além dos meios de infra-estrutura disponíveis, como laboratórios e núcleos de pesquisa”, comenta.

"As novas tecnologias inovadoras são desafios que fazem parte de um projeto a nível nacional, de modo a desenvolver produtos competitivos a partir de atividades vinculadas a parcerias estabelecidas entre o meio acadêmico e empresarial, que a nossa cidade está empenhada em desenvolver, através da viabilização de um futuro Distrito da Inovação", explica Danich.

 

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