Por Kamila Schneider Após quatro meses de avanços, o mercado de trabalho jaraguaense voltou a apresentar resultado negativo. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho, durante o mês de maio o município registrou a perda de 113 postos de trabalho formais. É o quinto ano consecutivo em que o saldo de emprego fica negativo no mês de maio. Apesar do cenário, a queda é menos intensa do que a observada em 2016, quando foram perdidos 446 postos, e em 2015, quando o saldo ficou negativo em 254 vagas. Segundo os dados do Caged, no mês de maio foram registradas 1.814 admissões contra 1.927 demissões na cidade. O saldo negativo foi liderado pelo setor de serviços, responsável pela perda de 72 postos de trabalho formal no período. Até então o setor acumulava três meses seguidos de resultados positivos e um saldo de 238 novas vagas criadas entre janeiro e abril deste ano. O setor é um dos que enfrenta maior dificuldade para retomar o crescimento econômico no país e estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta queda de 3% na atividade este ano. Capturar A indústria da transformação também apresentou retração em maio, com a perda de 59 postos. Dentre os subsetores desta atividade, a queda mais intensa ficou com a indústria mecânica (-33), seguida pela indústria têxtil (-27) e a indústria da borracha, fumo, peles e similares (-20). Já a administração pública apresentou o melhor saldo, com a geração de 18 postos formais de trabalho. Apesar da queda apresentada em maio, Jaraguá do Sul acumula saldo positivo de 1.198 vagas entre janeiro e maio deste ano, segundo os dados revisados do Caged. O número é quase duas vezes maior do que o observado no mesmo período do ano passado, quando o município perdeu 1.244 postos. A indústria da transformação puxou o desempenho positivo dos primeiros cinco meses, com a geração de 965 vagas na análise acumulada. Dentre os subsetores desta atividade, se destacou a indústria têxtil, com 793 novas vagas, e o segmento de materiais elétricos e comunicação, com 103. Santa Catarina fecha maio com perda de 614 postos formais de trabalho Em Santa Catarina, o saldo de emprego ficou negativo em maio, com a perda de 614 postos formais de trabalho, apontam os dados do Caged. O resultado mostra que SC ainda enfrenta certa instabilidade no mercado de trabalho – até março, o estado registrou avanços significativos, mas em março voltou a retrair com a perda de 4.638 postos. Em abril, o número voltou a crescer e o saldo fechou com 1.839 novas vagas. A indústria da transformação liderou a geração de emprego no estado durante o mês de maio, com 1.871 postos de trabalho criados. Dentre os subsetores, os melhores resultados ficaram com o segmento de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (485), a indústria metalúrgica (364) e o subsetor do material elétrico e de comunicações (360). Dentro os setores com saldo negativo, o mais representativo foi a agropecuária, com a perda de 1.807 postos de trabalho. O cenário caminha na contramão do mercado nacional, em que a agropecuária liderou com folga a geração de empregos. Brasil volta a registrar resultado positivo e abre 34,2 mil vagas em maio O Brasil apresentou saldo positivo pelo segundo mês consecutivo e abriu 34.253 empregos formais em maio, segundo o Ministério do Trabalho. O resultado é a diferença entre 1.242.433 de admissões e 1.208.180 demissões. O dado superou as estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam saldo positivo de cerca de 20 mil postos. O setor agropecuário foi o maior responsável pela retomada do emprego em maio, com a criação de 46.049 postos em todo o país. Segundo o Ministério do Trabalho, contribuíram para o resultado as culturas do café, laranja e cana de açúcar. Também apresentaram saldo favorável os setores de serviços (1.989 vagas), indústria de transformação (1.433) e administração pública (955). Por outro lado, os setores de comércio e construção civil lideraram os resultados negativos, com a perda de 11.254 e 4.021 vagas. Em entrevista coletiva realizada na tarde da última terça-feira (20), o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que “se de cinco meses, três ficaram positivos, há uma tendência de que os números permaneçam sendo positivos” e que o resultado de maio “é sinal de que economia se estabiliza e o emprego volta a dar sinais de recuperação”.