O emprego segue positivo pelo sétimo mês consecutivo em Jaraguá do Sul: apenas em julho o município teve um saldo de 364 postos de trabalho criados no mês, enquanto o ano registrava saldo de 5.242 postos de trabalho, sem resultados negativos desde janeiro.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. Esta é a primeira divulgação dos dados com a nova pasta, recriada no começo de agosto e comandada por Onyx Lorenzoni.

A geração de emprego jaraguaense foi, excepcionalmente, puxada pelo setor de serviços, com 152 postos, seguido pelo comércio, com 96, e pela indústria, com 87. No restante do ano o resultado havia sido fortemente liderado pela indústria, com 3.190 postos no ano, contra 1.612 do setor de serviços e 283 do comércio. A construção civil gerou 30 postos no mês, enquanto a agropecuária viu o fechamento de um posto.

A maioria dos postos gerados foram para ensino médio completo (264) postos e as mulheres lideraram os postos de trabalho, com saldo de 275 mulheres contratadas e 89 homens. Os jovens dos 18 aos 24 foram os principais empregados, com 232 postos. Por função, os funcionários em cargo administrativo (120), operadores de produção (107) e tecnicos de nível médio (59) foram os principais postos.

O Brasil criou 316.580 vagas de emprego formal no mês de julho. Com esse resultado, o país somou e 1.848.304 e postos nos sete primeiros meses do ano.

O mercado de trabalho formal vem registrando forte recuperação desde julho de 2020 – a exceção foi dezembro, que teve saldo negativo, com tendência histórica ao saldo negativo no mês.

No primeiro semestre, o país registrou criação de 1,5 milhão de novos postos, com destaque para a recuperação dos setores de serviço e comércio.

O avanço na criação de postos de trabalho no mercado formal reflete a melhoria da atividade econômica, mas também é uma consequência do programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários, com um período subsequente de estabilidade no emprego.

Em julho, havia 1,9 milhão de trabalhadores com estabilidade por acordos firmados ainda em 2020, de acordo com dados do governo. O programa foi reeditado em 2021 e voltou a valer no final do mês de abril e até esta quinta, último dia de vigência do programa, já haviam sido firmados 3,2 milhões de acordos.