Com saldo de 477 postos de trabalho com carteira assinada gerados no ano, Jaraguá do Sul encerrou 2018 com o melhor saldo anual de geração de emprego desde 2014.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (23) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Este é o segundo no consecutivo de resultado positivo para geração de emprego no município, que encerrou 2017 com saldo de 288 empregos e registrou a perda de 7.219 empregos formais entre 2015 e 2016. Ao todo, o ano contou com a abertura de 23.921 contratos de trabalho e encerramento de outros 23.444.

O mês de dezembro em si seguiu tendência histórica, fechando com forte resultado negativo - foram 1.780 postos de trabalho fechados no último mês do ano, com 2.466 desligamentos e apenas 686 admissões.

O resultado é inferior ao de 2017: no último mês do ano retrasado, Jaraguá do Sul registrou mais admissões (781), menos desligamentos (2.316) e um saldo negativo mais fraco (1.555).

Indústria teve perdas

Enquanto o município encerrou o ano com saldo geral positivo, dois setores tiveram saldo negativo: o diminuto setor da extração mineral, com perda de seis postos de trabalho, e a indústria de transformação, espinha dorsal da economia jaraguaense, que fechou o ano com saldo negativo de 158 postos de trabalho.

O resultado para o setor em dezembro foi ainda mais negativo: o último mês do ano viu o fechamento de 1.087 vagas na indústria.

Apesar do resultado negativo, os dados do ano são os melhores para o período desde 2013, último ano em que a indústria encerrou com saldo positivo, de 776 postos de trabalho. Em 2017, o setor fechou 168 postos no ano.

Em contrapartida, os outros setores fecharam o ano com saldos positivos, apesar de resultados negativos para o mês de dezembro em todo o mercado de trabalho.

Comércio, serviços e administração pública registraram os melhores saldos para o ano: foram 184, 403 e 25 postos, respectivamente.

Ao mesmo tempo, os três também foram, após a indústria, os que registram os piores saldos para o mês de dezembro, fechando no último mês 81 postos no comércio, 219 no setor de serviços e 363 na administração pública.

44 mil postos abertos

Com saldo positivo de 41.718 postos de trabalho formais, Santa Catarina encerrou o ano com o 3º melhor saldo do país, atrás de São Paulo, com 146.596 postos, e Minas Gerais, com  81.919

O estado registrou ao longo de 2018 um total de 981,3 mil contratações e 939,6 mil demissões. O resultado superou o registrado em 2017, de 29,4 mil, em 41,7%. É o melhor saldo desde 2014, ano em que o estado gerou 52,9 mil postos de trabalho.

Apenas dois setores registraram saldo negativo no ano em Santa Catarina: a administração pública, que fechou 564 postos, e a agropecuária, que diminuiu seus quadros em 976 trabalhadores.

Os melhores resultados ficaram por conta do setor de serviços, com 26.287 postos, de comércio, com 10.240, e da indústria de transformação, com 4.911.

No entanto, dezembro fechou com resultados quase que universalmente negativos no estado, com apenas dois setores - comércio (3.315) e serviços industriais de utilidade pública (150) registrando saldos positivos no mês.

O estado fechou no último mês do ano um total de 22.616 postos de trabalho formais, com o desligamento de 84.318 trabalhadores e a contratação de 61.702. O pior resultado para o mês ficou por conta da indústria, que desativou 15.816 postos.

Brasil tem resultado positivo

O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais.

Em 2017, o país fechou o ano com a perda de 20.832 postos de trabalho. O resultado positivo de 2018 é pouco, no entanto, para compensar as perdas de 2016: o ano viu o fechamento de 1,3 milhão de empregos formais.

Apenas um setor encerrou o ano com saldo negativo a nível nacional: a administração pública, que cortou de seus quadros um total de 4.190 cargos. Os melhores saldos ficaram por conta de serviços, com 398.603 postos, e o comércio, com 102.007 postos.

De acordo com a secretaria, em dezembro, devido às características habituais do período para alguns setores, houve retração no mercado formal - só o setor do comércio fechou o último mês do ano com saldo positivo, gerando no mês 19.643 postos de trabalho.

A queda geral no mês ficou em 334,4 mil postos, resultado de 961,1 mil admissões e 1,2 milhão de desligamentos, com piores resultados na indústria de transformação, que perdeu no mês 118.053 postos, e no setor de serviços, que fechou 117.411 postos.

 

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