As irregularidades nos negócios do Banco de Brasília (BRB) com o Banco Master teriam ultrapassado a marca de R$ 20 bilhões, segundo a auditoria independente da Machado Meyer em parceria com a Kroll.
As informações são da coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Representado o BRB, o escritório pede indenização pelas carteiras podres ou inexistentes adquiridas do Banco Master, como revelou o Metrópoles.
Na ação enviada à 13ª Vara Cível de Brasília, na semana passada, a Machado Meyer diz que “grupos de trabalho internos para a revisão dos processos identificaram falhas graves e indícios relevantes de irregularidades em porção significativa dos mais de R$ 20 bilhões em operações com o Master“.
De acordo com a auditoria, portanto, as operações do BRB com o Master ultrapassaram os R$ 30 bilhões.
O BRB também solicitou que o patrimônio dos donos do Master e de pessoas relacionadas às supostas fraudes das carteiras “também se sujeite à condenação imposta ao Master, viabilizando a efetiva recomposição dos prejuízos gerados ao BRB”.
Nesse processo, são apontados como réus: Banco Master, Daniel Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Monteiro, bem como os fundos Bandeirante, Asterope FIP, Victoria FIM, 963 FIM, Siracusa, Borneo, Casamata, Delta e Deneb.