O Indicador Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, registrou recuo de 18% em abril frente a março deste ano, na série com ajuste sazonal. Na análise do trimestre móvel terminado em abril, a queda foi de 11,4%. Na comparação com os mesmos períodos de 2020, enquanto abril teve expansão de 39,1%, o trimestre móvel acusou alta de 24%.

No resultado acumulado em 12 meses encerrado em abril, os investimentos apresentaram expansão de 6,9% na comparação com o período anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo o Ipea, os resultados foram afetados pela forte queda nas importações, explicada por uma base de comparação elevada em março, quando foram contabilizadas muitas operações envolvendo importações de plataformas de petróleo associadas ao Repetro (regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens que se destina às atividades de pesquisa).

A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos. O Indicador de FBCF mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo.

“O consumo aparente de máquinas e equipamentos teve queda de 33,5% em abril, encerrando o trimestre móvel com recuo de 13,7%. Enquanto a produção de máquinas e equipamentos destinados ao mercado interno apresentou crescimento de 5,3% em abril, a importação caiu 84% no mesmo período. Esses dois segmentos apresentaram quedas de 7,8% e 12,3% no trimestre móvel, respectivamente”, disse o Ipea.

No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos teve aumento de 12,7%. Já o indicador de investimentos em construção civil, após leve crescimento verificado no mês anterior, recuou 2,5% em abril e o segmento teve queda de 4,6% no trimestre móvel.