Os Institutos Senai de Inovação de Santa Catarina são os vencedores da primeira edição do Troféu iNO.VC ArcelorMittal de Inovação Digital 2020, na categoria Inovação Aberta Tecnológica. O prêmio, cujo resultado foi divulgado na semana passada, é um reconhecimento da organização a empresas, academias, startups e instituições que se destacaram em inovação digital em 2020 em Santa Catarina e no Espírito Santo, a partir de indicações dos ecossistemas de inovação dos dois estados.

São três institutos de inovação mantidos pelo Senai em Santa Catarina, focados em Sistemas de Manufatura e Processamento a Laser (ambos em Joinville) e em Sistemas Embarcados (de Florianópolis). Eles são referência nacional em suas áreas de atuação, desenvolvendo projetos de apoio à indústria.

Em 2020, os três institutos tiveram um portfólio composto por 39 projetos, que mobilizaram aproximadamente R$ 100 milhões de reais em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D+I)).

Foram atendidas 35 empresas em projetos de pesquisa aplicada nos mais diversos setores econômicos, entre os quais, óleo e gás, automotivo, alimentos, energia, aeroespacial e saúde. São projetos como robôs que realizam atividades industriais perigosas ou difíceis para um trabalhador, entre eles o equipamento para as pinturas externas da plataformas marítimas da Petrobras, um nanossatélite, sistema de gerenciamento de barragens, coleta de energia térmica de motores elétricos, processo inovador de limpeza com fonte laser e com maior flexibilidade de uso por estar acoplado a um robô, desenvolvido pelo Instituto em Joinville e soluções de indústria 4.0.

A inovação na indústria é uma necessidade reconhecida pelo setor, segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria Confederação Nacional da Indústria (CNI), um em cada três empresários brasileiros entende que a indústria nacional terá que dar um salto de inovação nos próximos cinco anos, de maneira que possa assegurar a sustentabilidade dos negócios em curto e longo prazos.

A inovação é fator de sobrevivência das empresas, revela a mesma pesquisa, segundo a qual 83% das indústrias precisarão de mais inovação para crescer ou mesmo sobreviver no mundo pós-pandemia, sobretudo em sua linha de produção.