A infraestrurura do Estado requer investimentos na ordem de R$ 19,9 bilhões nos próximos quatro anos. Este é o valor estimado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) de investimentos necessários para garantir competitividade padrão mundial à economia catarinense.

A informação consta no documento Agenda Estratégica para Infraestrutura e a Logística Catarinense 2021, lançado nesta segunda-feira (7), em evento on-line a partir da sede da entidade. A necessidade de investimento anual é estimada em R$ 4,97 bilhões.

“A agenda é o documento em que nós elencamos todas as demandas com respectivos investimentos para melhoria da infraestrutura de Santa Catarina”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar. “As deficiências da infraestrutura têm sido um problema recorrente e têm tirado a competitividade da nossa produção, por isso, precisamos rapidamente melhorá-la para que nossa cadeia produtiva possa se desenvolver cada vez mais”, completa.

A agenda estratégica, que é atualizada a cada ano, considera as necessidades de investimentos a partir das demandas focadas no transporte de pessoas e cargas, de acordo com as demandas econômicas, que incluem o turismo.

“Um exemplo é o planejamento da BR 101 do futuro, que demanda diversas obras, inclusive outros contornos viários, além daquele em obras na Grande Florianópolis”, explica Egídio Antônio Martorano, secretário da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc e que coordenou a elaboração do estudo. A agenda tem por base os aspectos de planejamento, investimento, política e gestão. Em sua elaboração, o estudo passou por críticas e atualizações de órgãos parceiros da Fiesc, como a seção catarinense do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O trabalho apresenta diversas sugestões de investimentos estratégicos. Um deles é a modernização da SC-108, uma rodovia estadual de 472 km, de traçado norte a sul de Santa Catarina, paralela à BR 101 e que conecta os três Estados da Região Sul do país.

Outro exemplo é a SC-283, também estadual e que tem 237 quilômetros entre Concórdia e Itapiranga (passando por Seara, Chapecó, entre outras), no Oeste do Estado, paralela à BR 282. Um terceiro caso é a concessão integrada do intitulado Eixo Rodoviário Estratégico de Santa Catarina, que envolve as BR’s 163, 282 e 470 e passaria a incorporar a SC-110 ou a SC-108.

“A FIESC defende a definição dos Corredores Logísticos Estratégicos, com planejamento sistêmico e integrado dos diversos projetos previstos conjuntamente e com uma única gestão”, explicou Martorano. Desta forma, os projetos podem unificar diferentes modais ou conjuntos de rodovias, independentemente de serem ligadas à esfera estadual, federal ou mesmo municipal.

Desenvolvimento da cabotagem

A apresentação da agenda também contou com a abordagem de propostas para o transporte via cabotagem - transporte marítimo dentro do território nacional.

Dino Antunes Dias Batista, diretor do Departamento de Navegação e Hidrovias, da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, apresentou medidas que vêm sendo adotadas para fortalecer a cabotagem no Brasil.

“A cabotagem é uma BR marítima”, disse, ao explicar o conjunto de medidas que integram projeto de lei proposto pelo governo.

“Trata-se de um rol de propostas que facilitam o fretamento de embarcações, permitindo que novas empresas comecem a operar no mercado de cabotagem, mesmo sem ter embarcações próprias. O objetivo é baratear a logística nacional, tornando a economia mais competitiva”, destacou.

 

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