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Indústria lidera geração de empregos em SC e soma 36 mil vagas no ano até abril

Foto: Arquivo/Secom

Por: Pedro Leal

29/05/2026 - 17:05 - Atualizada em: 29/05/2026 - 17:52

A indústria catarinense liderou a geração de empregos formais em Santa Catarina no acumulado do ano até abril, quando registrou saldo positivo de 36 mil novas vagas, de um total de 63 mil postos de trabalho criados no estado no período. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, o desempenho catarinense demonstra a resiliência da indústria estadual mesmo em um ambiente econômico mais restritivo.

“Santa Catarina despontou como o sexto maior crescimento na geração de empregos industriais no Brasil no mês. É um resultado abaixo do apresentado no mesmo período do ano passado, o que mostra desaceleração da indústria catarinense, derivada de um contexto de juros ainda elevados e incertezas geopolíticas globais”, afirma.

Contratações

Na construção civil, o saldo positivo de 11,3 mil empregos foi destaque, impulsionado pela expansão imobiliária no litoral norte catarinense e por investimentos observados em regiões do Oeste do estado. O economista Bruno Haeming, do Observatório FIESC, destaca que as políticas de incentivo à moradia por meio do programa Minha Casa Minha Vida impactaram a demanda por mão de obra.

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O segmento de alimentos e bebidas foi responsável pela abertura de 4,6 mil novas vagas formais no estado, um incremento de 1,1 mil vagas em relação a igual período de 2025. Na avaliação do Observatório FIESC, o setor manteve desempenho consistente, especialmente na atividade de abate e fabricação de produtos de carne de aves e suína.

“O bom momento do comércio internacional catarinense tem sustentado a atividade. As exportações de carnes de aves e de suínos cresceram 5,5% e 3,7%, respectivamente, na comparação com abril do ano passado, mantendo os produtos entre os principais itens exportados por Santa Catarina”, explica Haeming.

Redução do ritmo

Embora tenha apresentado saldo positivo de empregos formais no ano, com 5,2 mil vagas, o segmento têxtil, de confecção, couro e calçados desacelerou fortemente em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o saldo foi positivo em 7,1 mil postos. Só em abril, o setor registrou fechamento de 198 vínculos empregatícios, refletindo o ambiente de desaceleração observado em parte da atividade industrial.

Outros setores econômicos

O setor de serviços apresentou abertura de 25,7 mil vagas no acumulado do ano, enquanto a agropecuária registrou saldo positivo de 1,4 mil de empregos. Já o comércio teve perda de 117 vagas.

Desempenho em abril

O estado registrou saldo positivo de 3,5 mil vagas no mês de abril. O setor industrial sustentou o desempenho, com 3,5 mil novos vínculos. Tanto agropecuária quanto comércio perderam postos de trabalho, sendo que o primeiro registrou saldo negativo de 1,8 mil empregos e o segundo perdeu 310 postos.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).