Em julho, a produção industrial catarinense cresceu 1,9% ante o mês anterior e representou a quarta expansão consecutiva, segundo dados do Observatório Fiesc, que apontou crescimento acima da média nacional, que teve alta de 0,6%.

Os setores de máquinas e equipamentos, produtos de borracha e de material plástico e veículos automotores apresentaram os melhores desempenhos de crescimento no último trimestre móvel, sem os efeitos da sazonalidade. .

“Santa Catarina tem registrado crescimento na indústria em diversos setores, o que mostra que a nossa economia se mantém aquecida, principalmente com a recuperação gradual de atividades afetadas pelos desafios na oferta de matérias-primas e pelo alto custo delas”, avalia o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Em comparação aos demais estados, Santa Catarina registrou o terceiro maior crescimento em julho, atrás somente do Pará e Mato Grosso. A redução do crescimento mundial nos últimos meses incentiva a queda nos preços globais de insumos industriais, com destaque para semicondutores e derivados do petróleo, como os polímeros da indústria plástica.

No cenário externo, o maior crescimento na produção industrial foi registrado no setor alimentício. “Esse desempenho é impulsionado pela exportação de carnes de aves e pela recente demanda por carne suína para os países asiáticos”, ressalta a economista do Observatório Fiesc, Camila de Oliveira.

Além disso, houve a expansão de produtos de metal nas exportações de insumos para o setor da construção nos Estados Unidos e de papel kraft, para países como Guatemala e Equador, aquecendo o setor de papel e celulose.