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Incentivos à cultura ampliam retorno e valor para empresas industriais

Daniel José Tenconi, superintendente do SESI em Santa Catarina, destacou importância dos investimentos em cultura

Por: Pedro Leal

06/05/2026 - 16:05 - Atualizada em: 06/05/2026 - 16:43

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), publicada em 2024, revela o potencial econômico do investimento em cultura no Brasil: para cada R$ 1 aplicado por meio da Lei Rouanet, são movimentados R$ 7,59 na economia nacional. Na região Sul, esse impacto é ainda mais expressivo, chegando a R$ 9,81 por real investido. Em Santa Catarina, o protagonismo do setor também se confirma na prática: em 2025, projetos culturais captaram R$ 80,9 milhões via incentivos fiscais — crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior, segundo dados da plataforma Salic.

É nesse contexto que o SESI promoveu, nesta terça-feira (5), em Florianópolis, mais uma etapa do seu Road Show nacional voltado à difusão de conhecimento sobre investimento cultural. A iniciativa percorre diferentes capitais brasileiras com o objetivo de aproximar o setor industrial das oportunidades oferecidas pelas leis de incentivo, reforçando a cultura como um ativo estratégico para as empresas.

Durante o evento, foi apresentado o Manual de Patrocínio Cultural e ESG: Rouanet para Empresas, publicação que orienta companhias sobre o uso qualificado da Lei Federal de Incentivo à Cultura, permitindo o direcionamento de parte do Imposto de Renda para projetos culturais. O material está disponível acessando Manual Lei Rouanet

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O superintendente do SESI em Santa Catarina, Daniel José Tenconi, destacou o papel da instituição na transformação da percepção das empresas sobre o tema. “Fazer com que as indústrias percebam a cultura como um valor estratégico para a organização é uma das nossas missões. Também buscamos desmistificar as leis de incentivo. Precisamos facilitar o acesso à cultura e estamos dispostos a fazer isso acontecer”, afirmou.

Já a superintendente de Cultura do Departamento Nacional do SESI, Claudia Ramalho, ressaltou o alinhamento da iniciativa com uma estratégia nacional. “Estamos construindo um norte de atuação para o fortalecimento da cultura no âmbito nacional. A indústria brasileira já é a maior investidora em cultura e, por meio dela, ampliam-se as possibilidades de fazer a diferença na sociedade”, disse.

A advogada especialista em cultura e entretenimento, Cristiane Garcia Olivieri, explicou como o uso dos incentivos pode gerar impactos concretos para as empresas e para a sociedade. “Além de movimentar a economia e contribuir para o desenvolvimento econômico, o investimento em cultura melhora a gestão ESG, fortalece indicadores sociais, otimiza o uso do imposto e amplia a percepção de valor das empresas, com ganhos em marca, relacionamento e até aumento de vendas”, destacou.

Segundo ela, o patrocínio cultural permite contato direto com o consumidor, reconhecimento público e posicionamento como marca cidadã. Já para a sociedade, os projetos culturais geram impacto direto nas comunidades, promovem inclusão por meio da arte-educação e fortalecem a produção cultural brasileira.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).