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Inadimplência recua pelo quarto mês consecutivo em Santa Catarina

Foto: Reprodução/Internet

Por: Pedro Leal

13/03/2026 - 15:03

Após atingir um recorde em outubro do ano passado, a inadimplência recuou pelo quarto mês consecutivo em Santa Catarina, em fevereiro. Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada pela Fecomércio-SC em parceria com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), apontam que a taxa de famílias com contas em atraso caiu de 29,8% em janeiro para 28,1% no mês passado.

A redução de 1,7 ponto percentual, segundo a economista da Fecomércio, Edilene Cavalcanti, se deve ao aumento da renda disponível. Com isso, os consumidores tiveram mais condições de quitar débitos em atraso e até mesmo planejar compras futuras. Pela primeira vez em mais de seis meses, o percentual de inadimplentes em Santa Catarina também ficou abaixo da média nacional, que foi de 29,3% em fevereiro.

“Vemos, no momento, uma tendência clara de recuo da inadimplência, porém ainda em patamares mais elevados do que os registrados no começo do ano. Precisamos acompanhar como será o comportamento desse indicador ao longo do restante do ano. A economia pode ser afetada por uma série de fatores, como a guerra no Oriente Médio e a eleição presidencial. Disso dependem eventuais cortes na taxa de juros, que ajudariam na recuperação da capacidade de compra das famílias”, diz Edilene.

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Em relação ao endividamento, o indicador ficou praticamente estável em fevereiro, passando de 72,9% no mês anterior para 72,8%. Na comparação com fevereiro de 2025, houve aumento de 1,6 ponto percentual, enquanto em relação a fevereiro de 2020 o avanço foi de 6,8 pontos percentuais. Ainda assim, a proporção de famílias endividadas em Santa Catarina permanece abaixo da média nacional, que atingiu 80,2% em fevereiro.

Apesar do nível relativamente elevado, o indicador segue abaixo da média histórica de 75,1% no estado. A economista da Fecomércio destaca que o endividamento não pode ser considerado necessariamente algo negativo. Ela lembra que a aquisição de bens de maior valor, como imóveis e carros, na maioria dos casos depende de financiamentos — ou seja, da contração de dívidas.

“O problema passa a existir quando as famílias perdem a condição de pagar essas dívidas, gerando a inadimplência. Porém, em fevereiro, houve uma leve redução no número de famílias que afirmaram não ter condições de pagar as contas em atraso. Isso ocorre após uma elevação significativa desse indicador no ano passado”, conclui Edilene.

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).