O atual processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés (PSL) traz preocupações para as entidades empresariais de Jaraguá do Sul, pondo em risco a continuidade dos trabalhos do governo do Estado, em um momento que já é de vulnerabilidade por conta da pandemia de Covid-19.

Para o presidente da Associação Empresarial e do Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, Luis Hufenüssler Leigue, o afastamento do governador Carlos Moisés já se apresentava como uma expectativa possível de ocorrer quanto à admissibilidade do processo, mas ele avalia que devido ao atual momento que o estado vive, com o enfrentamento da pandemia e os reflexos na economia, a decisão não vem em bom momento.

"É um processo político que seguiu um rito legal, é preciso entender as resoluções que foram tomadas, agora com a condição de termos com a vice-governadora a continuidade da gestão e a coerência nas ações técnicas e práticas que o governo vinha tomando principalmente nas questões de infraestrutura que impactam diretamente a nossa região", ressalta Leigue.

O empresário destaca que a administração de Carlos Moisés e Daniela Reinhert vinha enfatizando que a duplicação do trecho urbano da BR-280 é a maior obra em execução no estado, portanto, trata-se de um investimento que não pode ser interrompido sob pena de trazer problemas ainda maiores na logística da região.

Foto Divulgação

O empresário avalia ainda que a governadora em exercício também tem como desafio manter o diálogo com as regiões e, de maneira mais especial, com a iniciativa privada, ampliando as agendas com os municípios.

O afastamento do governador está previsto na Constituição de Santa Catarina e é parte do rito democrático deflagrado pelo Legislativo.

A Fiesc espera que todas as questões ligadas ao processo se definam com máxima celeridade, para evitar a paralisia total do Estado e a perda de novos investimentos.

O foco do novo governo deve ser a união dos catarinenses e a defesa dos interesses do estado.

Rito de deposição segue

Na sexta-feira (23), o Tribunal Especial de Julgamento decidiu pelo afastamento do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) e pelo arquivamento da denúncia contra a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido), que assume o comando do Executivo catarinense, provisoriamente, pelos próximos 180 dias.

Agora, o tribunal segue investigando a denúncia do crime de responsabilidade contra Moisés no ato administrativo que equiparou os salários dos procuradores do Estado com os colegas da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

A acusação indica de que esta decisão deveria ter sido feita através de processo de lei.

 

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