Apesar das ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros a movimentação de veículos tem fluxo livre em todas as rodovias federais concedidas ou sob administração do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), segundo comunicado do Ministério da Infraestrutura e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Durante a madrugada e início da manhã desta segunda (26), houve algumas ocorrências envolvendo aglomerações às margens de rodovias e algumas tentativas de retenção em seis Estados. Todas terminaram com a chegada de efetivos da Polícia Rodoviária Federal ou de autoridades locais, entre eles o Paraná.

Em Jaraguá do Sul e região, não deve haver adesão neste primeiro momento, diz o presidente da Associação dos Caminhoneiros Autônomos do Vale do Itapocu (Acavi), Kelvyn Cristofolini. Por ora, diz Kelvyn, a categoria na região optou por não integrar o movimento. "Eu creio que não vá criar corpo essa manifestação, não deve passar de hoje, porque a categoria em sua maioria é contra. Seria injusto com os brasileiros uma paralisação agora, uma paralisação agora botaria tudo a perder em termos da economia", afirma.

A Acavi não é a única entidade que, neste primeiro momento, optou por não aderir à paralisação. Entidades como Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Fetrabens-SP (Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo) e o Sindicam-SP (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo) também escolheram não participar dos atos. A CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), que representa 800 mil caminhoneiros autônomos, não orientou seus associados sobre a adesão ao protesto.

Cerca de 20 manifestantes portando faixas realizam ato pacífico na entrada do Porto de Santos, no litoral paulista. “O trânsito permanece liberado com acompanhamento de autoridades locais e a operação dos terminais segue normalmente”, diz a nota.