A cooperação entre grandes empresas e startups têm modificado o ecossistema de negócios no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada em 2010 pela Endeavor em parceria com a EY-Parthenon e a Cátedra Insper-Endeavor, corporate venture é a expressão utilizada para caracterizar qualquer esforço de uma corporação para criar novas iniciativas empreendedoras (entrepreneurial ventures), seja ele interno ou externo. Esse movimento busca a inovação disruptiva de maneira rápida e eficiente.

Os objetivos desta aproximação, por parte de grandes empresas, podem ser variados e ocorrem porque, de maneira geral, empresas consolidadas precisam inovar em maior velocidade do que sua estrutura permite, já as iniciantes precisam de parcerias, investimentos e clientes para acelerar o crescimento. Dentre os benefícios estão aproximar-se do mindset empreendedor, complementaridade dos negócios, garantir controle do processo de inovação ou incorporar inovação.

A Softplan — empresa especializada em sistemas de gestão sediada em Florianópolis, que atende as áreas de Justiça, Governo e Construção — possui a Construtech Ventures, primeiro venture builder do mundo focado nos mercados imobiliário e da construção. O projeto tem como objetivo descobrir e apoiar construtechs — startups dedicadas a solucionar problemas do setor de infraestrutura. Segundo Bruno Loreto, Head de Operações do Construtech Ventures, para impulsionar negócios nascentes e promover a transformação digital nos já existentes na indústria da construção, a mudança de cultura é fundamental. “Programas de Corporate Venture por si só não funcionam. A raiz da transformação digital está na liderança e cultura”, destaca Loreto.

Outra forma de grandes empresas se aproximarem de startups é por meio de aceleradoras — o Darwin Startups, por exemplo, é uma aceleradora que busca aproximar grandes empresas de startups. “O principal diferencial do Darwin Startups é seu grupo de parceiros corporativos, referências em seus segmentos de atuação, que atuam como mantenedores do programa de aceleração, investimento financeiramente nas startups, bem como mentores e parceiros ao longo do processo”, comenta Marcos Mueller, CEO da aceleradora.

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