Foto Agência Brasil
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O governo federal pretende fazer quatro grandes privatizações nos próximos três meses, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O plano, que não informa quais as estatais a serem afetadas, foi anunciado em entrevista à CNN neste domingo (5). “Vocês vão saber já, já. Estamos há um ano mapeando isso”, disse.

Segundo o ministro, a pauta de privatizações acabou sendo despriorizada por conta das reformas “A prioridade no início era Previdência, mudança de mix entre regime fiscal e monetário, e mudar trajetória dos salários do funcionalismo, que cresciam muito acima da inflação”, disse o ministro.

Questionado se os Correios estavam incluídos, ele respondeu: “Seguramente, não vou falar quando (será a privatização), mas seguramente”.

Guedes também afirmou que serão reduzidos encargos e subsídios para a indústria brasileira, com contrapartida de crédito garantido até o fim do ano.

Guedes criticou a política econômica de gestões passadas “Guerra fiscal é suicida”, disse. “Estados se matam perdendo receita, indústria se perde correndo atrás de subsídio, e resultado é um desastre. Então não contem conosco para continuar no mesmo jogo equivocado que vocês (indústria automotiva) têm feito. Agora vai ser diferente.”

Em meio a crise causada pela pandemia do coronavírus Sars-Cov2, Guedes enxerga um cenário econômico positivo para a indústria.

“Vamos para impostos mais baixos, temos juros baixos e câmbio acima de R$ 5, isso empurra Brasil em direção a vantagem comparativa”, afirmou, projetando ainda um boom de crescimento.

“Se conseguirmos exportar mais para a Ásia – não só a China -, o Brasil terá boom de crescimento extraordinário nos próximos anos. E nossa indústria vai resistir melhor do que hoje, porque hoje tem impostos excessivos e o clima de negócios não é próprio”.

Guedes ressaltou o cenário geopolítico atual ao ser perguntado sobre a implantação das redes 5G e a participação de empresas chinesas no processo.

“Essa suspeição dos Estados Unidos e de parte do Ocidente em relação ao regime chinês (por causa, entre outros fatores, da covid-19) vem em momento ruim, justamente quando precisamos dar um salto na tecnologia”, disse ele.

Por causa dessa suspeição, disse ele, os países ocidentais estão refletindo sobre os riscos de usar companhias chinesas.

Com informações do Estado de São Paulo.

 

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