Outrora gigante no mercado de brinquedos, a Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20). Em fato relevante ao mercado informando do pedido, a empresa prometeu manter sua operação, da fabricação à comercialização dos produtos, durante o processo.
As informações são do portal G1.
A Estrela surgiu em 1937, em São Paulo, atuando inicialmente com bonecas de pano e carrinhos de madeira. Ao longo do século XX, se tornou líder de mercado no Brasil, entre produtos originais e licenças de marcas estrangeiras, em sua maioria da norte-americana Hasbro – licença essa que levaria a um processo judicial em 2008 por uma combinação de Royalties não pagos à gigante americana e a produção continuada de brinquedos e jogos da mesma pela Estrela após o fim do contrato, em 2007.
A decisão, segundo comunicado da empresa a acionistas, deve-se a “pressões econômicas e setoriais relevantes, incluindo, entre outros fatores: aumento do custo de capital e restrição de crédito; mudanças no comportamento de consumo, com maior competição de alternativas digitais; e impactos acumulados ao longo dos últimos anos sobre a estrutura financeira”.
Ela “reafirma sua confiança na continuidade regular de suas operações, mantendo suas atividades industriais, comerciais e administrativas, bem como o atendimento a clientes, parceiros e fornecedores, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade de seus negócios ao longo do processo de reestruturação”.
Entre os brinquedos da empresa estão a boneca Susi, a primeira fashion doll do mercado nacional, o boneco Falcon, feito com base em moldes dos G.I. Joes da Hasbro, o jogo Banco Imobiliário e o Autorama.