Com um saldo acumulado de geração de empregos de 2.025 postos de trabalho com carteira assinada em 2018, Jaraguá do Sul tem se mantido no positivo segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Esta geração de emprego tem se marcado por um padrão fortemente industrializado e urbanizado: os três setores privados que mais geraram emprego na cidade foram indústria, serviços e comércio, todos com saldos na casa dos três dígitos.

Enquanto isso, sem sair da casa de um dígito, o setor primário da economia se apresenta como o segmento mais fraco.

A administração pública também configura entre os principais geradores de emprego do município, superando o comércio: o Estado gerou este ano 381 empregos formais no município.

Serviços: único setor a se manter no positivo

O setor terciário - composto por serviços - configura o único segmento da economia a se manter com saldo positivo em todos os nove meses do ano. Desde o começo de 2018, o setor gerou postos com carteira assinada no município, ficando atrás apenas da indústria, com 933.

Apesar de ter se mantido no positivo em todos os meses, o setor também se demonstrou sujeito a fortes oscilações no período entre junho e agosto, com junho sendo marcado pelas ondas de choque econômicas após a greve dos caminhoneiros no final de maio.

De um saldo de 66 postos de trabalho em maio, o setor caiu para um saldo de apenas nove em junho, com 25 em julho e  oito em agosto.

O padrão da segunda metade do ano demonstra um forte contraste com a primeira metade, com saldos na casa dos três dígitos nos meses de janeiro (106), março (121) e abril (133).

Segundo avaliação do secretário de desenvolvimento econômico de Jaraguá do Sul, Domingos Zancanaro, os resultados positivos do setor estão correlacionados com resultados negativos em outros setores, com muitos prestadores de serviço compondo pequenas empresas para compensar a perda de emprego.

Indústria e comércio têm ano oscilante

Se destacando com maior e o terceiro maior gerador de empregos no ano, os setores de comércio, com saldo acumulado de 103 postos, e a indústria, com saldo de 933 postos de trabalho formalizados, passaram por um ano de fortes oscilações em 2018, entre meses de geração e de perda de postos de trabalho.

A indústria foi marcada por um mês extremamente forte em fevereiro - com 1052 postos gerados no mês - e um bloco de quatro meses negativos, indo de maio a agosto.

O período, que viu uma perda total de 484 empregos, foi marcado por dois fatores de forte impacto: a greve dos caminhoneiros, no final de maio, que causou grandes prejuízos para a indústria, e o processo de fechamento da Borrachas Wolff, responsável por grande parte do saldo negativo de agosto.

O comércio registrou saldo negativo em três meses do ano: Janeiro, com perda de 133 postos, julho, com perda de 86, e agosto, com perda de 71. Estes dois meses foram precedidos por um resultado fraco em maio e em junho, com saldos de 34 e de oito empregos, respectivamente; em abril, o setor havia gerado 164 empregos.

O saldo positivo retornou em setembro com o início da temporada de contratações de fim de ano, com saldo de 105 postos de trabalho no mês, revertendo o saldo acumulado que entrava nos números negativos.

Setor primário tem o desempenho mais fraco na geração de emprego

Comprovando o perfil fortemente industrializado e urbano de Jaraguá do Sul, o setor primário da economia - composto por agricultura, pecuária, pesca e extração mineral, compilados nos dados do Ministério do Trabalho nos itens Agropecuária e Extrativa Mineral - registraram os desempenhos mais fracos do ano na geração de emprego.

A agropecuária registra no ano um saldo de geração de emprego de oito postos com carteira assinada, após uma sucessão de meses com resultados fracos - o melhor resultado do ano ficou por conta de abril, com um saldo de seis contratações no mês.

Menor setor econômico do município, abrindo o ano com apenas 41 postos de carteira assinada, o setor de extração mineral registra uma perda de sete postos formais no ano, com apenas duas contratações e nove desligamentos desde o começo do ano.  O setor registrou  um único mês positivo, em julho.

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