O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (26), que o preço do botijão de gás para o consumidor final deveria ser de no máximo R$ 70 e novamente culpou tributos estaduais pelo valor elevado de produtos essenciais.

"Poderia ser vendido a R$ 60, R$ 70, no máximo. Depende de o governador colaborar nesse sentido", disse em entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba. O presidente voltou a citar o valor do frete, o ICMS dos estados - responsável por apenas 14,5% dos preços finais - e a margem de lucro dos vendedores para justificar o alto custo do gás.

"O preço médio de um botijão de 13 quilos lá onde ele é engarrafado é R$ 45. Imposto federal: zero. Então chega a 100, 110 como? Basicamente, é o ICMS, mais o preço do transporte e a margem de lucro", afirmou.

Segundo a Petrobras, os impostos estaduais e municipais respondem por apenas 14,5% dos preços. Os custos com distribuição e revenda respondem por 36,6% do preço final, enquanto a Petrobras é responsável por 48,9% dos preços.

O preço do combustível fóssil é o principal fator para a formação de preço do botijão. Se o petróleo aumenta, o gás de cozinha também. Com a alta do preço dos barris de petróleo no mercado internacional e a comercialização do produto em dólar, com a cotação de R$ 5,09, o reajuste caiu sobre o consumidor

Bolsonaro afirmou que vai vetar qualquer aumento de impostos no texto final da reforma tributária e responsabilizou o Congresso por eventuais medidas de expansão da cobrança de impostos.

"O que eu já falei: nós não vamos admitir aumento de carga tributária. Se aumentar alguma coisa, eu veto aquilo que começou comigo mesmo" disse.