O estado de emergência causado pela pandemia do coronavírus SarsCoV-2 e a doença Covid-19 chega ao seu fim em dezembro - e com ele, chegam também ao fim os pagamentos do auxílio emergencial, uma das principais medidas de retenção de renda durante a pandemia.

O benefício já havia sido reduzido de R$ 600 mensais para R$ 300 em suas últimas parcelas, o que acendeu o alerta para a capacidade de consumo do brasileiro - e com o seu fim iminente, o desafio de equilibrar o orçamento com as necessidades públicas tem causado consternação entre o empresariado, que teme um retorno aos níveis de consumo do início da pandemia

"Qualquer expectativa positiva que se possa ter em relação à possibilidade do Brasil se recuperar do baque que a pandemia causou na economia nesse ano passa pela condição de se dar segurança à população", avalia o presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) e do Centro Empresarial, Luis Hufenüssler Leigue.

"Não apenas do ponto de vista financeiro, mas também uma segurança psicológica e social, que, por outro lado, precisa estar ajustada na responsabilidade fiscal que o governo deve observar", completa.

Ele entende que essa é uma questão que requer muita atenção, ainda que se considere os impactos no caixa do governo.

"Temos uma situação muito fragilizada da população e há um quadro que requer muita atenção. O auxílio, da maneira como está sendo oferecido, pode não ser a melhor solução, mas essa é a condição que se apresenta como uma alternativa para atender à muitas famílias que enfrentam dificuldades", acredita.

Medida emergencial

Para o vice-presidente regional da Fiesc, Célio Bayer, é preciso reconhecer a atenção do governo federal em não ultrapassar o teto dos gastos públicos, cujo impacto ele considera imensurável e poderá perdurar por anos.

‘’É impedir o passo maior do que a perna", exemplifica Bayer.

O empresário entende que o auxílio emergencial foi uma medida emergencial acertada do governo diante da situação causada pela pandemia do novo coronavírus.

No entanto, destaca que por questões fiscais, não há como se tornar um benefício permanente.

"O desequilíbrio econômico causado pela extensão do auxílio traria prejuízos a toda população, com mais desemprego, alta de juros e descontrole da inflação".

Segundo ele, o Ministério da Economia trabalha em várias frentes para apresentar alternativas que possam gerar abertura de novas vagas de trabalho, impulsando os mais diversos setores econômicos e manter o nível de consumo.

"Há expectativas de que reforma tributária estabeleça um plano amplo que possa favorecer o cenário econômico, prorrogando a desoneração da folha de importantes setores, por exemplo. São medidas que podem atenuar o fim do auxílio emergencial", pontua.

 

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